
Aprendizados do ELI Summit 2026
Um conteúdo para ampliar repertório,
fortalecer conexões e transformar reflexão em ação.
A ideia que atravessou os dois dias
Territórios inovadores são construídos a partir das pessoas, das vocações locais e da capacidade de transformar conexões em ação.
*ELI – ecossistemas locais de inovação
Inovação territorial: quando conexões viram desenvolvimento
Nos dias 12 e 13 de agosto, estivemos em Ijuí/RS participando do ELI Summit 2026. Foram dois dias de visitas técnicas, palestras, painéis, trocas de experiências e conversas sobre inovação, desenvolvimento territorial e construção de ecossistemas.
Nas experiências da AGCO, da 3tentos e da Sicredi das Culturas RS/MG, encontramos organizações consolidadas que ajudam a revelar uma dimensão importante da inovação: ela não acontece isolada das cadeias produtivas, das comunidades e dos territórios. Ao contrário, ganha força quando se conecta à economia real e às vocações locais.
Voltamos com novas referências, novas conexões e uma convicção ainda mais forte: um território inovador não é definido apenas pela quantidade de startups, projetos ou ambientes que possui. Ele se fortalece quando consegue conectar conhecimento, problemas, oportunidades e capacidade de realização para gerar valor — e fazer com que esse valor permaneça no território.
Seis aprendizados que merecem permanecer
01 Inovar também é reconhecer o que já existe
Nem toda inovação começa do zero. Produtos, saberes, histórias, competências, empresas e características locais podem se transformar em diferenciais competitivos quando são reconhecidos, articulados e ressignificados.
02 A inovação territorial precisa conversar com a economia real
Olhar para startups é importante, mas insuficiente. Empresas estabelecidas, cadeias produtivas, universidades, centros de pesquisa, governo e instituições de apoio precisam se conectar em torno de desafios concretos e oportunidades possíveis.
03 Impacto começa pela escuta
Soluções relevantes não chegam prontas. Elas nascem da compreensão dos problemas reais, do reconhecimento dos saberes locais e da construção com as pessoas que vivem aquela realidade.
04 Conhecimento só gera impacto quando encontra caminho para o mercado
Pesquisa e tecnologia só viram impacto quando encontram validação, financiamento, mercado e conexões capazes de levá-las à prática.
05 O poder público pode ser protagonista da inovação
Compras públicas de inovação, living labs, sandboxes e CPSIs mostram que desafios públicos também podem abrir espaço para experimentação, novos negócios e desenvolvimento territorial.
06 Pessoas, confiança e liderança são infraestrutura
Capital humano, confiança, lideranças comprometidas, colaboração e capacidade de trabalhar em rede não são elementos periféricos. São a infraestrutura invisível que sustenta qualquer ecossistema ao longo do tempo.
Uma provocação para quem lidera
O que mudaria se, antes de perguntar “qual tecnologia precisamos?”, perguntássemos “qual problema real queremos transformar e quem precisa estar conosco nessa construção?”
Do insight à prática: cinco perguntas para o seu território
Aprendizados só se tornam vivos quando atravessam a conversa e chegam às decisões. Use as perguntas abaixo em uma reunião de equipe, em uma conversa com parceiros ou em uma análise do seu próprio negócio:
| Pergunta para levar à prática | O que ela ajuda a enxergar |
| Quais vocações, ativos e conhecimentos já existem aqui? | Potenciais que podem ser fortalecidos antes de criar algo novo. |
| Qual problema real merece ser enfrentado primeiro? | Foco e relevância para a vida das pessoas, das empresas e do território. |
| Quem precisa estar nessa conversa e ainda não está? | Conexões ausentes entre empresas, governo, academia e sociedade. |
| Que conhecimento está parado dentro de uma instituição ou empresa? | Oportunidades de tradução, validação e chegada ao mercado. |
| Qual pequeno experimento podemos iniciar nos próximos 30 dias? | Capacidade de transformar intenção em aprendizagem e ação. |
A proposta não é encontrar respostas perfeitas. É criar melhores perguntas, aproximar atores que ainda não conversam e identificar um próximo passo pequeno o suficiente para começar — e relevante o suficiente para gerar aprendizagem.
O papel das comunidades na construção do futuro
Uma das aprendizagens mais importantes do Summit também conversa diretamente com o propósito da AliarConnect: ninguém constrói novos caminhos sozinho. Repertório se amplia nas trocas, decisões se qualificam com contrapontos e oportunidades aparecem quando diferentes experiências conseguem se encontrar.
Comunidades fortes não são apenas espaços de acesso a conteúdo. São ambientes de confiança, inteligência coletiva e aprendizado vivo. Nelas, uma pergunta pode abrir uma nova perspectiva; uma experiência pode evitar um erro; uma conexão pode acelerar uma oportunidade; e uma conversa pode dar início a uma transformação que ultrapassa os limites de uma organização.
Que possamos levar do ELI Summit não apenas as ideias que ouvimos, mas a disposição de conectar pessoas, conhecimentos e possibilidades de realização. Porque o futuro não se constrói apenas com o que sabemos. Ele se constrói com o que conseguimos fazer juntos.
Para conversarmos
Qual é a principal vocação, ativo ou conhecimento do seu território ou empresa que ainda poderia gerar mais valor? E que conexão precisaria acontecer para isso avançar?

