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CV19 – O que estamos aprendendo

O mundo não será o mesmo após a pandemia, mas podemos aprender e nos reinventar e aos nossos negócios.

A pandemia da CV-19 se alastrou rapidamente e chegou a todos os lugares do planeta. Todos os negócios estão sendo mais ou menos impactados e podemos ter uma certeza: que não seremos os mesmos quando tudo isso passar e nem as nossas empresas.

A sociedade se transforma e novos conhecimentos são necessários, assim como o desenvolvimento de competências essenciais para o futuro.

O mundo está mudando rapidamente e é preciso se transformar a cada dia. Num ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA), é preciso ter agilidade e criatividade para enfrentar os mais diversos desafios e seguir em frente.

Se pensarmos que a tecnologia transforma hábitos e cria oportunidades, estimulando novos negócios e diferentes formas de comunicação, percebemos que a CV-19 adiantou este aspecto para muitos negócios:

  • Reuniões que fazíamos de forma presencial passaram a ser online, a partir de aplicativos diversos.
  • Escolas e Universidades passaram a fazer suas aulas de forma remota.
  • Academias, estúdios de dança e pilates passaram a ser virtuais.
  • Consultorias são realizadas a distância.

Ainda em relação à tecnologia, exemplos como o da China que no centro da pandemia, criou um robô com um braço mecanizado que pode realizar várias tarefas, como testes de ultrassom, aferir a febre, ouvir sons produzidos pelos órgãos dos pacientes e utilizar cotonetes na boca dos pacientes para realizar exames, fazendo com que os profissionais da saúde possam se manter a uma distância segura, sem comprometer a saúde.

Quase que totalmente automatizados, esses robôs podem se desinfetar após as ações que realizarem junto aos pacientes. Outros países poderão vir a desenvolver este tipo de robô entre tantas outras possibilidades. Confira o vídeo:

https://www.reuters.com/video/?videoId=OVC3S7K2V&jwsource=cl

A tecnologia é essencial e presença indispensável em nossas vidas e negócios, mas também podem ser utilizadas outras estratégias neste momento e também como preparação para os próximos. Crises são mudanças temporárias, logo esta vai passar. Mas, também, são cíclicas e isso significa que outras virão, mais ou menos intensas.

Com a CV-19, passamos a dar mais atenção aos nossos clientes, a estabelecer relacionamentos para manter os negócios ou para gerar novos. Começamos a negociar nas mais diversas formas. Passamos a cuidar mais do nosso fluxo de caixa, pensar na liquidez das empresas.

Começamos a organizar melhor nossos conhecimentos e a compartilhá-los com a comunidade. Isso acontece em todas as partes e é capaz de renovar o mundo.

Precisamos ser ágeis e ter em mente que não há e nem haverá um plano único para o futuro: algumas mudanças podemos prever, outras continuarão a se apresentar como surpresas.

O seu futuro e o futuro da sua empresa dependem de manter uma mente aberta, ter disposição para aceitar incertezas e riscos e abraçar a mudança, adaptando-se a qualquer acontecimento.

Talvez a pergunta que deve ser feita é: o que estamos aprendendo e como utilizaremos este aprendizado para o nosso futuro? Como gerenciaremos as próximas crises? Estaremos preparados?

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2ª Turma do Programa de desenvolvimento de consultores é finalizada

No último dia 25 de janeiro, foi finalizado o Integramente: programa de desenvolvimento de consultores e facilitadores, com a apresentação dos projetos aplicativos de consultoria e facilitação desenvolvidos pelos participantes.

Durante as 196h do programa, os alunos puderam conhecer as melhores práticas de consultoria e facilitação através de ferramentas, métodos e técnicas que irão auxiliar no melhor desempenho em suas atividades como consultor.

Para Elena Suzin, participante do Integramente “Quando escolhemos uma qualificação profissional, analisamos se o conteúdo e o corpo docente que fará parte do programa, atendem as nossas expectativas. Muitas vezes, esquecemos de entender o quanto este processo irá impactar no nosso desenvolvimento como profissional e como pessoa. O quanto este processo será responsável para a conquista dos nossos sonhos, dos nossos objetivos. O Integramente nos proporcionou tudo isto , uniu a prática com a teoria, uniu o passado com o presente e nos levou para o futuro. Construiu um aprendizado que vai muito além do conteúdo apenas, nos ensinou que se a excelência estiver presente em nós estaremos à altura do mercado que nos espera. Gratidão à Aliar que nos trouxe tudo o que era necessário para a a nossa Formação como Consultores e Facilitadores, aos nossos mestres que foram implacáveis para que atingíssemos os nossos objetivos e aos colegas que somaram a cada dia com suas experiências.”

Já estão abertas as inscrições para a 3º edição do Programa Integramente, que passa a contar com algumas novidades, entre elas estão:

– Certificação pelo Instituto de Desenvolvimento de Consultores , saiba mais sobre o IDC, acesse: www.idconsultores.org

– Ocorrerá em Porto Alegre, para aumentar o potencial de networking entre os participantes;

– Serão 06 meses de treinamento de março à agosto com encontros quinzenais nas sextas-feiras e sábado

Para mais informações acesse: www.idconsultores.org

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Criando Experiências de Aprendizagem

Ocorreu no mês de Outubro, em Caxias do Sul, o módulo “Criando Experiências de Aprendizagem” do Integramente: Programa de Desenvolvimento de Consultores e Facilitadores, módulo ministrado pela facilitadora Rosani Coelho.

“Vivemos hoje uma fase de transição da economia industrial para a economia do conhecimento, onde a criatividade e a inovação são as chaves de valor para os negócios. A forma como aprendemos, trabalhamos ou negociamos está mudando muito rapidamente.” Destacou Rosani, que trabalhou com os participantes nos dois dias do módulo teorias, métodos e técnicas do processo de criação de experiências de aprendizagem.

Como consultores e/ou facilitadores do aprendizado é preciso oferecer aprendizagem significativas e que, independente da forma como é disponibilizada, presencial, virtual ou em modelo misto sejam as ferramentas e os recursos que as pessoas precisam para acessar o aprendizado e para desenvolver papéis vitais dentro das organizações.

Durante o módulo a instrutora destacou alguns pontos relevantes no processo de desenvolvimento das práticas de experiência de aprendizagem como:

  • · Ir além da aprendizagem formal, buscando novas opções de aquisição e principalmente de aplicação do conhecimento.
  • · Aprender sempre, assim será possível se conectar com público e entendê-lo melhor, o que ele pensa, ouve e sente.
  • · Entender sobre o que está acontecendo, o contexto em que a empresa está inserida e criar a partir destas informações experiências influenciadas pelo passado, mas fundamentas no presente e o mais importante de tudo, abertas ao que está por vir, à um futuro que já está presente.
  • · Conectar-se com as pessoas, e mais do que ter paixão pelas pessoas, paixão para entender como as pessoas aprendem e como os estilos de aprendizagem se fazem presentes e diferem de geração em geração.
  • · Estudar e experimentar, criar experiências de aprendizagem que tenham uma sequência, considerando as teorias de aprendizagem de adultos, aprendizagem experiencial e avaliando o impacto para o público-alvo.
  • · Estabelecer resultados mensuráveis, avaliando em tempo real se o seu público está compreendendo o que se quer comunicar. Estabelecendo um resultado mensurável e fazendo mudanças se necessário.
  • · Estar atualizado sobre tendências em todos os aspectos da aprendizagem e melhoria do desempenho. Pesquisando, compartilhando, participando de ações pertinentes. Utilizando este conhecimento para criar experiências de aprendizagem relevantes e atraentes.
  • · Desenvolver habilidades de gestão de projetos e ter as ferramentas necessárias para gerenciar um projeto de criação de experiência de aprendizagem.
  • · Adotar um método, uma abordagem prática, tendo foco no desenvolvimento de competências e no alcance de objetivos.

É necessário base conceitual e prática para desafiar-se e compreender a complexidade da experiência que se está criando e adotar abordagens completas e inovadoras que cumpram o objetivo a que se propõe a solução. É neste contexto que o módulo “Criando Experiências de Aprendizagem” apresenta-se como uma oportunidade de ampliar o conhecimento, as habilidade e a qualificação dos profissionais da indústria da consultoria na entrega dos resultados aos clientes e empresas.

Sobre o Integramente – Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Facilitadores:

O Integramente atua, preparando o profissional da consultoria e facilitação para lidar com ambientes de incerteza, potencializando seus resultados e aumentando seu campo de atuação no mercado. Ao instrumentalizar seus participantes com as novas tendências do setor e ferramentas de aplicação prática, o programa prepara esses profissionais para a condução de processos de mudança frente aos desafios do mundo corporativo.

Receba o material de apresentação do programa, cadastre-se: https://conteudo.aliarconsultoria.com.br/integramente

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Aliar conduz Planejamento Estratégico da Criamigos

Inaugurada no dia da criança de 2016, na cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, a Criamigos é mais que uma loja, é um sonho lúdico de criação de seu amigo ou amiga de pelúcia. Num mundo que valoriza muito as relações virtuais e jogos eletrônicos, a Criamigos resgata o valor da relação entre a criança e seu brinquedo preferido.

E tudo começa pela interatividade. Desde a escolha de qual animalzinho de pelúcia, que envolve vários tipos, cores, pelagens e texturas, passando pela mensagem de som que ele irá reproduzir até a definição de seu figurino, com centenas de possibilidades de combinações entre roupas, calçados e acessórios. Essa experiência gera um vínculo da criança com o brinquedo e marca uma memória afetiva. acesse: criamigos.com.br

A empresa buscou a Aliar, pois estava buscando organizar suas ações e planejar seu futuro, já possuía um processo de franquia estruturado e muitas ideias, que precisavam ser direcionadas para alcançar resultados sustentados.

Atualmente, a empresa já conta com o processo de franquia estruturado e está em busca de novos franqueados, até o final de 2018 terá sete lojas em operação no Brasil e mais o e-commerce. Além disso, a Criamigos disponibiliza também uma estrutura “móvel” onde leva sua fábrica de ursos para festas e outros espaços que desejam estes serviços, o que garante uma exclusividade aos contratantes.

As atividades de planejamento estratégico foram conduzidas pela Aliar e objetivaram estabelecer e alinhar as estratégias a serem desenvolvidas pela Criamigos, para o horizonte 2018/2021, promovendo a integração e alinhamento das ações e das partes interessadas, tendo como foco resultados de curto, médio e longo prazo.

Segundo Veronicah Sella , diretora da empresa: “Foi crucial a consultoria, para colocar no papel, organizar as ideias e para que as coisas começassem a acontecer.

A principal mudança foi percebida através da definição do nosso propósito que é “espalhar amor em forma de pelúcia”, foi então que as negociações, contratações e comunicações puderam ser desenvolvidos junto do nosso planejamento.”

É importante destacar que a gestão estratégica é um processo contínuo e auxilia as empresas a suprir uma das principais dificuldades apresentadas pelas organizações, que é ter uma visão mais a longo prazo do seu negócio, olhando para todo o ecossistema em que está inserido.

Para Veronicah “Um ponto positivo que preciso destacar sobre a consultoria da Aliar e da Daiane Catuzzo, consultora que nos acompanhou, é a experiência e a visão de mercado, pois nos trouxe indicadores, exemplos, trocas com outras empresas e essa conexão que é feita durante o trabalho e que vai além do planejamento estratégico é fundamental para o desenvolvimento do trabalho. A consultora possui uma coerência profissional, em sua preocupação de acompanhar as etapas de execução e auxiliar no desenvolvimento das etapas da consultoria.”

Não podemos falar de planejamento sem ressaltar a importância da execução, pois traçar as estratégias é fundamental, mas colocá-la em prática é essencial para atingir os objetivos estratégicos traçados.

Entre em contato com a Aliar e saiba mais sobre as consultorias em estratégias pelo e-mail aliar@aliarconsultoria.com.br

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Por que ter um plano é importante! Vamos começar 2019 com o pé direito!

Por Rosani Coelho

Você conhece J. K. Rowling que escreveu Harry Potter? A escritora planejou por sete anos antes de começar a escrever o primeiro capítulo do livro. Hoje, Harry Potter é um dos livros mais lidos de todos os tempos. De forma estruturada, o primeiro livro serviu como um meio para direcionar os leitores para todos os outros e para os filmes que vieram em seguida. Foi um plano de longo prazo e continua fazendo sucesso! Cada livro é uma continuação do livro anterior, numa sequência lógica. Algo pensado e não escrito ao acaso.

George Lucas, autor do filme Guerra nas Estrelas planejou seis filmes antes de criar a saga. Quase 50 anos depois, Star Wars é um dos filmes mais assistidos no mundo inteiro.

Se como estes dois exemplos você planejar o que pretende para o seu negócio para daqui 1, 3 ou 5 anos, estará posicionando sua empresa para mudar de patamar e colher resultados surpreendentes.

Agora pense em outro exemplo: você contrata um profissional para construir a sua casa e lhe diz não precisamos de um projeto, eu sei exatamente o que precisa ser feito. Como será a casa que lhe será entregue? Quando se constrói uma casa, há um projeto, um plano a ser seguido para que tudo seja feito de acordo e a entrega seja o mais perfeita possível.

Há duas características identificadas pela ciência e que podem contribuir muito no desafio de executar um planejamento:

Auto-eficácia – crença em sua própria capacidade de atingir seus objetivos. Pense em “confiança”.

Lócus interno de controle – você, e não as circunstâncias externas, determina os resultados de sua vida.

Pessoas com estas características estabelecem metas desafiadoras, assumem papéis de liderança, são motivadas, possuem visão otimista do futuro, tem alto desempenho no trabalho e são altamente engajados.

Eu sei que planejar o futuro é difícil, vivemos um momento único, em um mundo em constante mudança. Não é possível prever tudo, mas ao definir um rumo você estará muito mais próximo de chegar ao sucesso.

“Permaneça comprometido com suas decisões, mas seja flexível em sua abordagem” é uma frase do autor e estrategista Tony Robbins e com a qual concordo totalmente. A maioria das pessoas não toma decisões comprometidas e pensa em alcançar seus objetivos e é por isso que poucas conseguem realizar o que planejaram. Quando você está “pensando” em alcançar um objetivo, pode criar desculpas, encontrar razões e situações para que ele não possa ser alcançado. Mas quando há comprometimento, você faz o que precisa ser feito para realizar o que planejou.

Que o mundo está mudando e que há fatores que não conseguimos controlar, é uma verdade, mas quem tem o controle de sua vida, do seu negócio e dos seus resultados é Você. E a escolha é sua entre crescer e ser mais competitivo ou morrer e deixar o espaço aberto para que outros ocupem o sue lugar. Quando não se tem um plano definido, as ações acontecem de forma desordenada e aconteça o que acontecer você estará pronto para nada em particular.

A decisão mais importante que você pode tomar hoje é a de criar um bom plano para sua empresa crescer e ter cada vez mais sucesso no mercado. Este plano deve conter o suficiente para que você possa executá-lo e acompanhá-lo, medindo sua evolução e a conquista de seus objetivos.

Entre em contato com a Aliar e saiba mais sobre as consultorias em estratégias pelo e-mail aliar@aliarconsultoria.com.br

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Escute para Compreender

Os alunos do Integramente no Módulo “Escute para compreender” ministrado pela facilitadora Maria Zeli Stelmack Rodrigues, aprenderam a partir da compreensão e conhecimento dos movimentos e comportamentos mais comuns que perpassam os grupos, a pensar e a refletir sobre as práticas que permitem a avaliação e a extração do aprendizado.

Este processo, oportuniza uma nova visão na forma de aplicar as mudanças positivas no dia a dia. Entre os métodos e técnicas apresentados aos alunos está o Ciclo de Aprendizagem Vivencial e Experiencial (CAVE) que é dividido em cinco etapas: vivencia, relato, processamento, generalização e aplicação.

A instrutora Zeli destacou que “conhecer grupos é fazer o grupo pensar não somente na tarefa, mas no como executa esta tarefa e ajudar a ter uma aprendizagem além daquela objetivamente proposta. O participante sai também com uma reflexão sobre o seu comportamento enquanto participante de um grupo”.

A facilitação requer do profissional determinadas habilidades, o uso de metodologias e ferramentas para executar com excelência seus serviços agregando valor para o cliente.

Para Paula Melo aluna do curso, “ o módulo realizado pela professora Zeli foi muito enriquecedor, pois ter acesso aos conteúdos sobre facilitação de grupos de forma tão didática é valioso. Nesse treinamento, foi possível entender sobre os conceitos da facilitação de grupos, as técnicas, a dinâmica dos grupos e principalmente como planejar uma facilitação eficaz.”

Paula reforça que o Integra tem sido uma bela jornada de aprendizado e conhecimento. “Tenho experimentado novas metodologias, com utilização prática de técnicas e ferramentas inovadoras que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento da minha consultoria”.

Sobre o Integramente – Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Facilitadores:

O Integramente atua, preparando o profissional da consultoria e facilitação para lidar com ambientes de incerteza, potencializando seus resultados e aumentando seu campo de atuação no mercado. Ao instrumentalizar seus participantes com as novas tendências do setor e ferramentas de aplicação prática, o programa prepara esses profissionais para a condução de processos de mudança frente aos desafios do mundo corporativo.

Receba o material de apresentação do programa, cadastre-se:

https://conteudo.aliarconsultoria.com.br/integramente

Acesse o conteúdo exclusivo desenvolvido pela instrutora Zeli Rodrigues: https://www.aliarconsultoria.com.br/aliar-blog/grupos-v%C3%A1rios-espelhos

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Lançamento do Instituto de Desenvolvimento de Consultores foi destaque no 5º Meeting de Consultores

Na sexta-feira do dia 14 de Setembro, durante o 5º Meeting de Consultores, promovido Aliar, em Caxias do sul (RS), foi lançado o Instituto de Desenvolvimento de Consultores (IDC), que tem como propósito organizar e conectar o conhecimento de consultores para transformar a indústria da consultoria. O objetivo é que o IDC se torne um hub de conhecimento para consultores que desejam estar à frente em seus mercados. Além do lançamento do IDC, outros temas importantes sobre o futuro dos negócios e os impactos no segmento da consultoria foram debatidos no encontro.

Entre os assuntos relevantes que foram abordados estava a capacidade do consultor em se adaptar a esse novo cenário e traduzi-lo de forma personalizada e adaptada para cada um de seus clientes. Outra conclusão interessante do Meeting é a de que o consultor precisa cada vez mais se especializar em determinada área e criar uma rede sólida de parceiros para, em conjunto, atender seus clientes. Também foram discutidos temas como a transformação da indústria da consultoria e a elaboração de normas internacionais de padronização desse mercado, dando mais transparência tanto ao profissional, consultor, como ao cliente.

Algumas tendências de mercado foram destacadas no encontro:

• Novas fronteiras • Inovação e diferenciação • Parcerias com especialistas • Uberização • Seleção e gestão de talentos • Faturamento baseado em desempenho

A indústria da consultoria atualmente movimenta no mundo bilhões de dólares, e é considerado um dos maiores e mais maduros mercados da indústria de serviços profissionais. Diante desta realidade, o IDC nasce para qualificar este mercado, no que se refere tanto aos profissionais quanto às empresas, estabelecendo conexões e gerando ideias para inovar este mercado.

Quer saber mais sobre o Instituto de Desenvolvimento de Consultores (IDC) acesse e descubra: http://bit.ly/IDC-ficha

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O Mundo cabe na sala

O mundo cabe na sala é uma metáfora que pode ser muito bem utilizada tanto na consultoria como na facilitação, por isso ter habilidades e atitudes que sejam condizentes com este ambiente é fundamental. Para a diretora da Aliar e responsável técnica pelo Integramente o módulo o mundo cabe na sala é essencial para quem quer atuar neste segmento, “a industria da consultoria vem passando por transformações, e ter uma postura adequada junto ao cliente é fundamental para conquistar credibilidade e engajamento no trabalho que está sendo realizado.”

No módulo que ocorreu nos dias 23 e 24 de Agosto, ministrado pelo instrutor Fred Ribeiro, os alunos do Integramente tiveram a oportunidade de conhecer-se e ter acesso a diversas técnicas e conhecimentos sobre linguagem como expressão e percepção, oratória empresarial, como manter a atenção do público, tipos de sensações na plateia, ferramentas de persuasão, entre outros elementos necessários para manter o público ouvinte atento ao seu conteúdo

Sobre o Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Facilitadores:

O Integramente atua, preparando o profissional da consultoria e facilitação para lidar com ambientes de incerteza, potencializando seus resultados e aumentando seu campo de atuação no mercado. Ao instrumentalizar seus participantes com as novas tendências do setor e ferramentas de aplicação prática, o programa prepara esses profissionais para a condução de processos de mudança frente aos desafios do mundo corporativo.

Receba o material de apresentação do programa, cadastre-se: https://conteudo.aliarconsultoria.com.br/integramente

Acesse o conteúdo exclusivo desenvolvido pela instrutor Fred Ribeiro, sobre o tema do módulo: http://www.inspiramentes.com/blog/post/25/escutar-e-comunicar

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O desafio de ser consultor

Em lembrança ao dia mundial da consultoria 26/06 promovemos um diálogo com alguns consultores, confira:

No dia 26 de junho comemora-se o dia do consultor, data que atenta para uma das práticas profissionais mais desafiadoras do mercado, uma vez que conhecimento e habilidades são primordiais por parte dos profissionais que atuam na área, frente as constantes mudanças organizacionais.

Nós conversamos com alguns de nossos consultores sobre o que é ser consultor e suas experiências com consultoria.

Para Gilca Marchesan, que atua há mais de 12 anos como consultora e facilitadora na área de marketing e comercialização em parceria com a Aliar, “Ser consultor é, com humildade e respeito aos saberes, ajudar aos empresários perceber as mudanças necessárias para a evolução dos negócios. É provocar reflexões que levem ao aprendizado e a identificação de caminhos. É contrapor situações buscando identificar alternativas de fazer melhor ou produzir resultados diferentes. É rever processos e auxiliar na implantação de ferramentas que simplifiquem e facilitem a gestão. E também é ajudar ao empresário a olhar para seus comportamentos e competências que impactam no dia a dia da empresa. É multiplicar saberes, aprender, ensinar e reaprender sempre. Consultoria tem Início, meio e fim. Não pode causar dependência da empresa pelo Consultor. Ajuda aos empresários na identificação de oportunidades de melhorar seus resultados, solucionar problemas e conduzir situações. Busca a evolução e o crescimento.”

Consultor na área de Inovação, Alexandre Tessari, que é aluno do Integramente 2018, reforça que “O profissional da consultoria é elemento chave para o mundo dos negócios, pois traz uma visão exterior para dentro das empresas, livre de vícios e mais diversa, agregando valor ao poder de decisão dos administradores da empresa. Afinal, ser consultor é transmitir conhecimento, experiencia e confiança, de maneira transparente e imparcial, sempre focada em resultados positivos para o cliente”.

Para a Consultora Andressa Urbim, que atua há 7 anos, especialista em marketing e finanças “este profissional é extremamente importante no mundo dos negócios, pois, além do conhecimento aprofundado e da capilaridade de atuação em diversos segmentos e portes de empresas,auxilia os envolvidos a chegar no objetivo desejado de forma planejada e coerente.” A Aliar trabalha com ações focadas para o desenvolvimento de consultores e facilitadores por entender que o mercado precisa cada vez mais profissionais preparados para esta profissão.

Para a diretora da Aliar Daiane Catuzzo “ser consultor é estar em constante evolução, é aprender, desaprender e reaprender o tempo todo, já que este profissional é responsável por levar o conhecimento de ponta aos seus clientes, mas sempre pautado pela personalização, já que nem todas as soluções servem para todos, mas sim cada organização tem sua cultura e sua forma de atuação, o que exige um olhar apurado e sistêmico para cada cenário.

De olho nessas tendências do mercado a Aliar organiza anualmente o Meeting de Consultores, encontro que chega a sua 5ª edição e ocorrerá no dia 14 de setembro de 2018. Com a presença de diversos experts na área, trará temas relevantes para quem atua como consultor e facilitador, desde aspectos relacionados a tendências de consultoria, do mundo dos negócios e da visão do cliente sobre a prestação destes serviços.

E para as empresas, a Aliar conta com profissionais de ponta na área de consultoria e educação empresarial, trazendo as últimas tendências mundiais no segmento e antecipando novas técnicas e metodologias que geram resultados para seus clientes. Sobre o Integramente: https://conteudo.aliarconsultoria.com.br/integramente

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Grupos: Vários espelhos

Por: Maria Zeli Stelmack Rodrigues

“En tiempos de incertidumbre y desesperanza, es imprescindible gestar proyectos colectivos desde donde planificar la esperanza junto a otros”.

Enrique Pichon Riviére

Pichon Riviére, argentino e o criador da expressão grupo operativo na frase acima põe toda a esperança nos grupos e nos seus projetos coletivos. Este continua sendo nosso desafio, de numa sociedade cada vez mais narcisista poder encontrar o coletivo.

O grupo faz parte das nossas vidas já que uma pessoa a mais comigo forma um grupo , mas sabemos pouco sobre seus tipos e sobretudo no seu manejo. Na maior parte da nossa formação como profesores ou facilitadores ninguém nos fala sobre os grupos que teremos que coordenar e, o manejo e o entendimento dos fenómenos grupais. No entanto, é justamente isto que é o diferencial do trabalho  onde  o grupo não fica apenas com a tarefa e o resultado, mas também com o entendimento de como circula, que comportamentos se evidenciam naquele grupo que o fazem ser único.

Saber a história deste grupo é o começo para podermos desenhar a nossa história com este grupo. De onde vem? Quais os objetivos e motivações que o levaram até ali, quais experiências anteriores são importantes?

Isso nos dá ideia para um planejamento de facilitação e que tipo de grupo vamos acompanhar ou facilitar. Quem trabalha com grupos sabe que teremos alguns mecanismos de defesa, especialmente a intelectualização no momento em que estivermos mobilizando emoção. O próprio ataque ao facilitador deve ser levado como material a ser explorado, pois não podemos esquecer que é da vida e da vida dos grupos a projeção/transferencia , ou seja, eu enxergar no outro aquilo  que é meu e os modelos de autoridade.

Os grupos operativos tem uma tarefa, mas o facilitador não pode esquecer que é nesta tarefa que teremos os  comportamentos manifestos, papéis dados pelo grupo e o processo ou a dinámica que este grupo establece.

Aquí vale o registro que o facilitador poderá observar a dinámica do grupo independente de estímulo ou não, pois é também no dia a dia que enxergamos este “jeito” característico dos grupos.

Depois da  observação atenta nos movimentos do grupo que estamos facilitando começamos a desvendar a dinámica deste grupo.

No final conhecer grupos é fazer o grupo pensar não somente na tarefa , mas no como executa esta tarefa e ajudar a ter uma aprendizagem além daquela objetivamente proposta. O participante sai também com uma reflexão sobre o seu comportamento enquanto participante de um grupo.

Maria Zeli Stelmack Rodrigues é instrutora no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “ Escute para compreender” – Solicite informações: http://bit.ly/integramente_info

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A importância da ferramenta adequada para o trabalho do consultor

Por: Rosani Coelho

Com frequência ouvimos e lemos que a única constante na vida é a mudança. Empresas de todos os portes precisam lidar diariamente com a velocidade das informações e adquirir novos conhecimentos para fazer frente aos desafios que se apresentam. Mas a mudança pode ser vista também, como o resultado da resposta às novas oportunidades, aos novos mercados, bem como a necessidade de melhorar continuamente o desempenho organizacional.

Para os profissionais que atuam na consultoria e facilitação não é diferente e o desafio pode ser ainda maior, pois é preciso buscar novas ferramentas, métodos e técnicas para traduzir  estrategicamente estas mudanças e fazer entregas eficientes e eficazes para as organizações para as quais prestam serviços. Tanto na Consultoria como na Facilitação, via de regra, parte-se da identificação de um problema ou avaliação de uma situação atual e a partir de alternativas potenciais e, dependendo da decisão do cliente, o processo de implementação da solução acontece.

Sempre é um processo de mudança  e é aí que nos deparamos com algumas questões como:

  • qual a estratégia a ser utilizada para a implementação das soluções definidas?
  • quais as ferramentas, técnicas, métodos e abordagens mais recentes que podem ajudar a obter os resultados desejados?
  • Como modelar comportamentos que venham a contribuir com a implementação e o alcance dos objetivos?

A partir de agora vamos tratar a respeito de aspectos que consideramos essenciais para intervenções e aplicações bem sucedidas, sempre tendo como foco o resultado.

Ponto de partida: análise da situação atual

Antes de qualquer coisa precisamos identificar onde estamos e, especialmente para iniciativas de melhoria organizacional, esta pergunta faz todo o sentido. Só a partir do momento em que identificamos e compreendemos onde estamos é que podemos traçar um caminho, um curso realista de ações,  até o ponto onde queremos chegar. Análises bem planejadas e bem conduzidas têm um olhar sistêmico, avaliando as inter-relações entre as partes, sem perder a visão do todo.  Poderão ser utilizados modelos de referência ou conhecimentos para avaliar o desempenho atual, apoiando na identificação de oportunidades de melhoria.

Já nesta fase somos desafiados, pois o envolvimento das pessoas chave da organização se faz necessário. O reflexo deste envolvimento são diferentes pontos de vista e opiniões, possíveis conflitos e resistência. E este é o momento de criar um ambiente propício para a mudança e o compromisso.

Uma dica para esta etapa  é:  para definir o futuro, aprenda com o melhor do passado. Realize atividades colaborativas para identificar e compreender a empresa e seus pontos fortes, assim como suas oportunidades de melhoria. Escolha com cuidado a metodologia para isso, assim como as ferramentas que irá utilizar.

Defina prioridades organizacionais

A medida em os gaps são identificados, para se chegar à uma performance desejada, com base em uma boa análise da situação atual, é preciso estabelecer prioridades para implementar ações, de forma a concentrar as pessoas no futuro, tendo foco intenso nas soluções. Buscar excelência estratégica, técnica e operacional. Só a partir desta excelência é que as organizações estarão preparadas para enfrentar as mudanças nas condições econômicas e situações desafiadoras nos negócios, de forma sustentada.

A dica aqui é: aprenda a entender e coloque as pessoas no centro do processo, crie compromisso, promova o entendimento para que haja transformação na cultura empresarial.

Sem receita de bolo

Não há receita perfeita, não há receita de bolo, cada organização é única e é assim que deve ser tratada. As soluções que necessita, geralmente, estão em seu poder e são de seu conhecimento. É importante analisar como modelar os comportamentos necessários para se chegar à situação desejada. Como desafiar a zona de  conforto, fazendo novas perguntas e buscando respostas que ainda não estão prontas?

A solução do problema

Já dizia Henry Ford “não repare a culpa, repare o problema: encontre uma solução”. Organizações são sistemas que precisam estar com todas as partes funcionando para gerar um desempenho final completo. E é um função disso que as ações que serão realizadas devem levar em conta as pessoas, os processos e as práticas que são adotadas.

A dica para esta fase é estabelecer o compromisso necessário da organização para realizar, ou seja, que ações são necessárias para que as práticas sejam estabelecidas de forma duradoura? Quais são as pré-condições para implementar as ações? Como medir os resultados e analisar as etapas para garantir o resultado desejado?

O futuro perfeito

Como resultado desta sinergia em todas as etapas, é possível gerar mudanças significativas que tendem a ser duradouras, pois pressupõe uma nova cultura organizacional  com a participação das pessoas chave. É aqui que se dá a institucionalização das ações, fator chave para o sucesso.

Uma certeza podemos ter: um modelo não se encaixa para todos, o que significa que cada situação é única e cada cliente é especial, exigindo uma combinação exclusiva e diferente de métodos, técnicas, conhecimentos e habilidades, que aplicados com a experiência relevante do profissional de consultoria e/ou facilitação, serão muito valiosas para os clientes.

Rosani Coelho é instrutora no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “Uma nova forma de aprender”

Solicite informações: http://bit.ly/integramente_info

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Falar é trabalho?

Por: Frederico Ribeiro Filho

As organizações remuneram seus empregados de acordo com a complexidade das tarefas e a responsabilidade de cada um deles pelas consequências de suas decisões. As pessoas ao exercerem suas funções necessitam se expressar por meio de palavras escritas e faladas. Percebe-se que o cargo gerencial mais elevado despende quase a totalidade de seu tempo em processos comunicativos. Diante disso, se conclui a importância da fala humana para contribuir na obtenção dos resultados empresariais.

Nossa sociedade associa a um bom profissional a característica de bom comunicador. Não necessariamente uma coisa tem a ver com a outra, mas é assim que as pessoas são vistas. Para algumas profissões, essa correlação é direta: palestrantes, advogados, professores e jornalistas, por exemplo. Nas empresas, ouve-se dizer que uma pessoa tímida é fadada a permanecer em suas atuais atribuições, já que a promoção ocorre para aquelas que conseguem convencer seus superiores acerca de seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Para isso, a comunicação, principalmente oral, é fundamental.

Nem sempre aquele chefe recém-designado é o mais competente, sob a ótica técnica, porém detém um perfil que, avaliado pela organização, corresponde ao desejo de clientes, acionistas, fornecedores, empregados e comunidade em geral, nas suas necessidades de serem ouvidos e respondidos de forma satisfatória.

A comunicação é então requerida em todos os níveis hierárquicos, porém quanto mais elevado, maior será a necessidade de se ter uma habilidade de expressão que facilite a condução das equipes e das pessoas envolvidas com a organização. Portanto, pode-se afirmar que comunicar é trabalho. A arte de escrever e de falar em público toma uma proporção importante na carreira profissional e será decisiva no sucesso dessa caminhada.

A habilidade de falar em público pode ser adquirida mediante o conhecimento de técnicas e a prática de forma sistematizada, a fim de possibilitar ao orador a oportunidade de repetir e internalizar o comportamento esperado.

Uma boa dica para as pessoas que necessitam se desenvolver nessa arte é experimentar todas as oportunidades que surgirem, não recusando convites para falar, pois o medo precisa ser enfrentado e dominado.

Dominar não significa abolir, mas administrar conscientemente, para que o medo seja usado de forma positiva. À medida que vivenciar a oratória e a escrita, o aprendiz pode ir adquirindo mais segurança e, assim, ter autoconfiança em seu desempenho.

Vale a pena tentar, pois a vida pede comunicação.

….

Frederico Ribeiro Filhom, pós-graduado em Gestão de Qualidade pela FGV e especializado em Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas. Instrutor do Módulo “O mundo cabe na sala” do Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Facilitadores do Grupo Aliar.

Solicite informações: http://bit.ly/integramente_info

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Mentoring: Compartilhando Experiências

Por: Rosani Coelho

Atualmente a prática empreendedora no Brasil vem crescendo e se desenvolvendo de forma mais planejada e consistente. O cenário da consultoria e facilitação vem se fortalecendo, em função das mudanças de mercado, que exige profissionais preparados e aptos para traduzir estrategicamente informações que possam gerar valor para os negócios. Frente à este cenário e com o surgimento de novos profissionais nesta área, assim como  àqueles que desejam renovar-se como consultores e/ou facilitadores, o Mentoring se apresenta como uma das ferramentas disponíveis para o desenvolvimento contínuo.

A origem do conceito  mentoring vem da Grécia antiga. Ao partir para a guerra de Tróia, onde permanceria por 10 anos (mas demorou mais 17 anos para retornar), Ulisses do poema épico Odisséia,  deixa seu filho Telêmaco, aos cuidados de um amigo e conselheiro chamado “Mentor”. Outro exemplo famoso é Sócrates que foi o mentor de Platão. Desde então, Mentor passou a ser sinônimo de uma pessoa que compartilha seu conhecimento, experiências e rede de contatos com alguém com menos experiência.

O Mentoring refere-se a uma relação de desenvolvimento pessoal que permite uma conversação sinérgica com o propósito de refletir sobre as experiências, tomar decisões com base em informações e agir a partir de novas  ideias geradas no processo.     

Sua realização deve ser de forma estruturada, onde o Mentor transfere conhecimentos, seguindo um método que ajude o Mentorado, a conhecer estratégias que o apoiem na realização de ações assertivas, visando alcançar os objetivos definidos.

A base do Mentoring é o autoconhecimento, seguido de um processo de análise e reflexão, originando o desenvolvimento de habilidades e competências empreendedoras.

O Mentoring oferece a oportunidade de conhecer uma pessoa da mesma área,  que trilhou um caminho que o Mentorado deseja seguir, mas que já atingiu um patamar que o Mentorado está buscando para sua carreira. O Mentor é um grande aliado, uma pessoa que irá compartilhar experiências pessoais e profissionais. O Mentorado vai adquirindo novos conhecimentos e é sua responsabilidade agir e saber qual o melhor e mais seguro caminho a seguir, a partir das orientações.

 

Características do Mentoring:

  • ser desafiador, inspirador e motivador;
  • ser uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional;
  • caracterizado por uma relação de ajuda entre o Mentor e o Mentorado;
  • prevê um acompanhamento personalizado, considerando as características individuais do Mentorado;
  • Tem caráter confidencial;
  • seu objetivo é promover a evolução do Mentorado.

Benefícios para Mentorados

  • Apoio no processo de desenvolvimento
  • Autoconhecimento para gerir melhor suas forças e fraquezas
  • Análise crítica para aproveitar as oportunidades e neutralizar ameaças
  • Identificação das lacunas de competências que deverão ser desenvolvidas
  • Oportunidade de desenvolver novos relacionamentos
  • Entendimento dos fatores chave para o sucesso da carreira
  • Desenvolvimento de novas experiências dentro do contexto da consultoria.

Benefícios para Mentores

  • Compartilhamento do conhecimento
  • Satisfação ao partilhar suas experiências
  • Contato com talentos emergentes, novos estilos, personalidades e culturas
  • Ampliação da rede de contatos
  • Oportunidade de receber feedbacks que contribuirão para seu crescimento e aprimoramento contínuo.
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Andragogia como ferramenta para ensino do adulto

por Carmem Sant Anna

Desde 1926,  ideias  sobre as  diferenças  de aprendizagem  entre crianças  e adultos começaram a ser sistematizadas a partir dos estudos de Lindeman (1926), que identificou particularidades sobre como o adulto aprende. No século XXI surge o pensamento de Knowles (2009, p. 66, 67): “Os adultos, em sua maioria, têm sido ensinados como se fossem crianças”; Palavras que combinam com o pensamento  de  Paulo  Freire  quando  ele  se  referia  à  educação  de  jovens  e  adultos,  que acontecia “como pura reposição dos conteúdos transmitidos às crianças e jovens”. Os estudos de Lindeman, Knowles e Paulo Freire revelaram que havia necessidade de rever a forma de enxergar o aluno adulto. Trabalhar com adultos no papel de facilitador de aprendizagem exige uma pessoa sensível a essa diferença.

Segundo Knowles  (2009,  p.  121-122),  “o  modelo  andragógicos  é  um  modelo processual, em oposição aos modelos baseados em conteúdo.  […] O professor andragógicos (facilitador, consultor, agente de mudança) prepara antecipadamente um conjunto de procedimentos”. Para isso o autor lista oito elementos do processo da Andragogia que o facilitador pode combinar para organizar as suas ações educativas. São eles:

1) preparar o aprendiz;

2) estabelecer um clima que leva à aprendizagem;

3) criar um mecanismo para o planejamento mútuo;

4) diagnosticar as necessidades para a aprendizagem;

5) formular os objetivos do programa (o conteúdo) que irão atender a essas necessidades;

6) desenhar um padrão para as experiências de aprendizagem;

7) conduzir essas experiências de aprendizagem com técnicas e materiais adequados; e

8) avaliar os resultados da aprendizagem e fazer um novo diagnóstico das necessidades de aprendizagem (KNOWLES, 2009, p. 121-122).

Trata-se de um modelo de processo no sentido de que “o modelo de conteúdo se ocupa de transmitir informações e habilidades enquanto o modelo de processo se ocupa da provisão de procedimentos e recursos para ajudar os aprendizes a adquirir informações e habilidade” (KNOWLES, 2009, p. 122. Os procedimentos acima descritos fazem da Andragogia um processo de ensino- aprendizagem sustentada em concepções de comunicação clara e efetiva, através de um alto nível de consciência e compromisso compartilhado entre professor e aluno.

O indivíduo é incentivado a aprimorar a capacidade de pensar e fazer conexões com o que sabe ao que aprende no decorrer da vida. Vale considerar o pensamento de Rogers, explicando sua visão referente ao “ensino” e ao contexto sócio histórico: “O ensino e a partilha de conhecimento fazem sentido em um ambiente que não se altera. Mas, se é que existe uma verdade sobre o homem moderno, é que ele vive em um ambiente que está continuamente se alterando” (ROGERS, 1985, p. 126). Rogers define o papel do professor como o de alguém que facilita a aprendizagem ligada ao contexto para um aprendiz real em tempo real em um mundo real. Que inspire o aprendiz, como diz o autor, para ser “o tipo de indivíduo que pode viver num equilíbrio delicado, mas sempre mutável, entre o que é atualmente conhecido e os fluentes, móveis e cambiantes problemas e fatos do futuro”. E afirma:

O único homem instruído é aquele que aprendeu como aprender, o que aprendeu a adaptar-se e a mudar, o que se deu conta de que nenhum conhecimento é garantido, mas que apenas o processo de procurar o conhecimento fornece base para segurança. A qualidade de ser mutável, um suporte no processo, mais do que no conhecimento  estático,  constitui  a  única  coisa  que  faz  qualquer  sentido  como objetivo para a educação no mundo moderno (ROGERS, 1985, p. 126).

O elemento crítico para desempenhar esse papel é o relacionamento pessoal entre facilitador e o aprendiz, os quais, por sua vez, dependem de o facilitador possuir qualidades atitudinais: ser real e genuíno; exibir cuidado não possessivo, estima, confiança e respeito;  ter compreensão com empatia, ser sensível e um bom ouvinte. O facilitador é aquele que faz a mediação das relações educativas e que, dessa forma, pode transformar a realidade escolar e/ou social.

Nessa perspectiva, Freire (1996, p. 25) destaca que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção”, e nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado e aprendido, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo. Surge aqui a necessidade de esclarecer o sentido etimológico da palavra Andragogia, que vem do grego andro, genitivo de aner (a pronúncia é anír). Em sua tradução literal significa homem. Aner é macho, andreia (pronuncia andría) é fêmea. Quando nos referimos à mulher que dá à luz o termo é gine, daí a palavra ginecologia” (SANT’ANNA, 2013, p. 13).

A autora observa que

[…] o termo Andragogia não é a contraposição de Pedagogia; paid significa criança. A palavra grega para adulto seria enílikos. E para adolescente seria anílikos. Sendo assim, a ideia geral seria que Andragogia é o contraponto Criança versus Adulto. E, na  realidade, pela  etimologia da  palavra  não  é  isso  que  se  dá.  Então,  quando estivermos falando de Andragogia estaremos falando de um caminho educacional que busca compreender o adulto aprendente em sua inteireza e capaz de tomar decisões como um ente psicológico, biológico e social seja homem ou mulher.

A palavra Andragogia, etimologicamente, seria a junção de duas palavras gregas, andros (macho) e agogus, que significa guia, líder, condutor. Seria inimaginável pensarmos, na sociedade grega antiga, alguém “guiando” “conduzindo” um homem grego aprendente, caso esta palavra fosse utilizada na Grécia antiga. Nas palavras de Knowles (2009, p. 39):

A falta de pesquisas nessa área é surpreendente, se considerarmos que todos os grandes mestres dos tempos antigos – Confúcio e Laotsé na China, os profetas hebreus e Jesus nos tempos bíblicos, Aristóteles, Sócrates e Platão na Grécia antiga e Cícero, Evelino e Quintiliano na Roma antiga – foram professores de adultos e não de crianças. As experiências desses mestres aconteceram com adultos e, portanto, eles desenvolveram um conceito muito distinto do processo de ensino/aprendizagem do que aquele que acabaria por dominar a educação formal.

Não encontrei, até o momento, registro nos escritos dos filósofos antigos indicando o uso dessa palavra. O que encontrei é que o termo andragogik foi cunhado por Alexander Kapp em 1833. Sendo assim, seja por convenção ou por costume, hoje usamos a palavra Andragogia, apesar do equívoco etimológico, para nos referir a um caminho educacional que busca compreender o adulto hoje, um ser humano amadurecido, seja ele homem ou mulher, em sua especificidade de aprendizado. E, mais um detalhe, a Andragogia não é antagônica nem se contrapõe à Pedagogia moderna. A Andragogia e a Pedagogia são duas áreas que atendem a necessidades de aprendizagem de públicos diferentes.

Faço  aqui  um  convite  para  que  seja  feito  um  exame  da  proposta  dos objetivos andragógicos, que podem contribuir para uma educação que leve à construção do homem mais integrado no momento atual e dê ao profissional de educação alternativas de recursos para ampliar e facilitar o seu fazer em sala de aula.

Carmem Maria Sant Anna é instrutora no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “Aprender, Desaprender e Reaprender”.

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Criando experiências de aprendizagem significativas

Por: Rosani Coelho

Vivemos hoje uma fase de transição da economia industrial para a economia do conhecimento, onde a criatividade e a inovação são as chaves de valor para os negócios. A forma como aprendemos, trabalhamos ou negociamos está mudando muito rapidamente, mas como transformar nossas práticas para este novo modelo?

Como consultores e/ou facilitadores do aprendizado, aperfeiçoamento de capital humano e de organizações, precisamos estar atentos às tendências emergentes que impactam toda a base de negócios: funcionários, fornecedores, clientes e todos os stakeholders.

Em geral, as pessoas são mais propensas a prestar atenção e a participar de workshops, treinamentos, oficinas ou outros formatos de capacitação quando se sentem entusiasmadas e quando percebem que os temas abordados são relevantes, aplicáveis e conectados aos seus interesses.  É preciso oferecer aprendizagem significativas e que, independente da forma como é disponibilizada, presencial, virtual ou em modelo misto sejam as ferramentas e os recursos que as pessoas precisam para acessar o aprendizado e para desenvolver papéis vitais dentro das organizações.

Ao falar em aprendizagem é importante conhecer alguns conceitos e dentre eles, o de design instrucional, que é um corpo do conhecimento voltado à pesquisa e estratégias instrucionais. Tem como foco produzir conhecimento, a partir dos princípios e métodos de instrução, considerando as abordagens mais adequadas para os diferentes tipos de aprendizagem. Fundamenta-se em diversos campos do conhecimento e atua com o planejamento, desenvolvimento, aplicação de métodos, técnicas e atividades de ensino, para facilitar eventos educacionais ou de aprendizagem, visando facilitar a aprendizagem.

As pessoas prestam atenção e se entusiasmam quando percebem o aprendizado como relevante e conectado aos seus interesses. Mas, como maximizar o interesse e o entusiasmo numa época com grande volume de informação nas mais diversas formas em que podem ser encontradas?

É aí que surge a abordagem da criação de experiências de aprendizagem relevantes e com significado, que considera o “ser humano” como centro de todo o processo. Compreender suas necessidades e a forma como podem ser atendidas possibilita a adaptação de modelos e técnicas que oportuniza o alcance de resultados, através de um método orientado por metas visando atingir objetivos concretos.

Projetar experiências de aprendizagem poderosas e relevantes pressupõe um processo criativo, onde se faz necessário pesquisar, desenhar, experimentar, testar e ajustar ao longo de todo o processo.

É necessário base conceitual e prática para desafiar-se e compreender a complexidade da experiência que se está criando e adotar abordagens completas e inovadoras que cumpram o objetivo a que se propõe a solução.

Dicas:

Vá além da aprendizagem formal

Busque novas opções de aquisição e principalmente de aplicação do conhecimento. Leia livros, participe de palestras, programas, cursos e workshops. Converse com outras pessoas, encontre um mentor.

Seja sempre um aprendiz

Nunca pare de aprender e seja você mesmo um aprendiz; assim, você poderá se conectar com seu público e entendê-lo melhor, o que ele pensa, ouve e sente.

Aprenda sobre o que está acontecendo na área

Conheça mais do que o básico. Seja crítico e analise os trabalhos disponíveis: eles oferecem uma ótima experiência de aprendizagem? O que você faria de diferente?

Amplie sua visão

Entenda o contexto e crie experiências influenciadas pelo passado, mas fundamentas no presente e o mais importante de tudo, abertas ao que está por vir, à um futuro que já está presente.

Tenha paixão pelas pessoas

E mais do que paixão pelas pessoas, paixão para entender como as pessoas aprendem e como os estilos de aprendizagem se fazem presentes e diferem de geração em geração.

Estude e experimente

Estude como criar experiências de aprendizagem que tenham uma sequência, considere as teorias de aprendizagem de adultos, aprendizagem experiencial e avalie o impacto para o público-alvo.

Estabeleça resultados mensuráveis

Avalie em tempo real se o seu público está compreendendo o que você quer comunicar. Estabeleça um resultado mensurável e faça mudanças se necessário.

Atualize-se sobre as tendências

Esteja atualizado sobre tendências em todos os aspectos da aprendizagem e melhoria do desempenho. Pesquise, compartilhe, participe de ações pertinentes.  Utilize este conhecimento para criar experiências de aprendizagem relevantes e atraentes.

Desenvolva habilidades de gestão de projetos

Você precisa desenvolver habilidades e ter as ferramentas necessárias para gerenciar um projeto de criação de experiência de aprendizagem. Vai precisar fazer a gestão do tempo, de tarefas, de prazos.

Tenha um método

Adote um método, uma abordagem prática, tendo foco no desenvolvimento de competências e no alcance de objetivos.

Rosani Coelho é instrutora no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “Criando Experiências de Aprendizagem”

Solicite informações: http://bit.ly/integramente_info

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O feedback gerando autoconhecimento durante a formação de profissionais

por: Amalia Laitano

Sucesso e crescimento profissional podem ser um dos mais importantes objetivos da vida de várias pessoas. O êxito no trabalho é reconhecido quando ocorrem oportunidades para novos desafios e novas aprendizagens, entre outras situações.

Para que isso aconteça, vários fatores precisam ser trabalhados e, assim é preciso que seja construído um caminho de desenvolvimento, onde aprendizado, preparação, vivência, acertos e erros estejam presentes.

Buscar se capacitar é, sem dúvida, um caminho eficiente para desenvolver novos conhecimentos e aprender novas técnicas e ferramentas e, dessa forma, ampliar sua bagagem para enfrentar o universo do trabalho.

Nesse percurso é preciso também estar atento aos nossos comportamentos e ao impacto que estes causam nas nossas relações interpessoais e profissionais.

No entanto, nem sempre é fácil observá-los sem a ajuda de alguém. Ou seja, nesse ciclo de aprendizado, é fundamental receber informações de como foi a nossa atuação. Entender quais os pontos fortes, as oportunidades de crescimento, além de receber sugestões, são aspectos básicos para que o desenvolvimento aconteça. Essa troca de informações chamamos de “feedback”.

A palavra feedback, de origem inglesa,  pode ser usada em diversos contextos. Na esfera da comunicação é entendida como um processo de retroalimentação e verificação se a mensagem emitida chegou corretamente ao emissor; no ambiente empresarial é referido ao processo de transmissão de informação que visa à manutenção ou correção do comportamento com o fim de atingimento dos objetivos organizacionais; e, nos processos de avaliação de competências, diz respeito à entrevista devolutiva e ao relatório escrito (quando houver), que se baseia em transmitir as evidências observadas durante determinadas atividades, relacionando-as aos pontos fortes, pontos a desenvolver e sugestões de melhorias.

Feedback, então, é uma forma de comunicação entre duas ou mais pessoas, que pode ocorrer na esfera pessoal ou profissional. Pode ser dado de diversas formas, presencial ou virtualmente, de forma escrita, como relatórios ou e-mail, ou até mesmo por telefone. O importante é que seja oferecido a partir de uma análise ampla dos comportamentos e atitudes apresentadas durante as atividades desenvolvidas e seja baseado em fatos reais, ao quais chamamos de evidências.

Queremos ressaltar aqui, a nova modalidade de feedback que vem sendo adotada,  de maneira inovadora, nos cursos de formação de consultores e facilitadores da Aliar Consultoria, nos quais é dada a oportunidade para cada aprendiz de poder se perceber, por meio do olhar de um profissional experiente e qualificado,  e assim ampliar o seu autoconhecimento.

Nesse contexto, todo o trabalho é baseado em competências previamente definidas e entendidas como desejáveis para o desempenho eficaz das novas responsabilidades. Assim, o feedback mostra as forças do aprendiz e quais as lacunas precisam ser preenchidas, as competências presentes e as que precisam ser desenvolvidas, bem como mostram as atitudes que se espera do profissional para a função para a qual está se preparando.

Os relatórios escritos e as entrevistas devolutivas permitem ao aprendiz momentos de reflexão sobre os comportamentos demonstrados no decorrer das atividades realizadas e o faz pensar em ações e atitudes que precisa colocar em ação para desenvolver as competências definidas como essenciais na sua atuação profissional.

Pode-se comparar o feedback a uma bússola, ou seja, um instrumento que indica qual direção deve ser seguida para se chegar a um determinado lugar.

Algumas considerações

Às vezes, não é muito fácil aceitar o feedback que se recebe, por um lado pela dificuldade em reconhecer os pontos positivos e, por outro, de não gostar de encarar limitações e ineficiências. Em alguns casos, as pessoas que dão feedback não estão preparadas para dá-lo da forma correta. Em outros, resistimos ao que o outro diz sobre o que fizemos ou como nos comportamos.

Então, formas maduras de crescer e se desenvolver são ouvir e aceitar o feedback, encarando-o de maneira construtiva, como uma sugestão, algo positivo.

Mesmo que o feedback não seja dado de forma correta, existe a percepção de alguém que precisa ser levada em conta e a intenção de que determinado resultado seja alcançado mediante a melhoria de certo comportamento ou atividade.

É importante ressaltar que o feedback é uma ferramenta que amplia o autoconhecimento, gera resultados, melhora o convívio e proporciona crescimento. Portanto, fique atento quando tiver a oportunidade de receber ou dar feedback, pois é um presente que se dá com amor e coragem e se recebe com gratidão e aceitação.

Solicite informações: http://bit.ly/integramente_info

Amalia Laitano realiza o Acompanhamento e Feedbacks Individuais durante todo o desenvolvimento do Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores

Psicóloga com Pós- Graduação em Psicologia do Trabalho e Organizacional (IED – Roma – Itália) e Especialização em Formação de Consultores (FIA-USP). Especialista em Avaliação por Competências usando diversas metodologias de Assessment Centre como ACI, AC, DC, jogos empresariais, técnicas vivenciais, entre outras.

Consultora e facilitadora com experiência em gestão de pessoas, desenvolvimento de equipes, programas de liderança, coaching, avaliação de desempenho, bem como atuação em projetos de formação profissional.

Experiência em gestão e coordenação de equipes, tendo participado de projetos internacionais em empresas como: Pirelli, TIM Celular, Tenova, Grupo Sogefi, Luxottica, Saipem, Eni, entre outras. Atua como consultora pelo SEBRAE/RS e mantem parceria com consultorias internacionais como Grupo Coreconsulting, Mercer e Cesim.

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Considerações sobre mudança organizacional e gestão de pessoas

Por: Paulo Villamarim

É quase um consenso entre aqueles que se dedicam à gestão de organizações, sejam elas de natureza pública ou privada, que mudar deve ser uma constante na vida dessas instituições, se elas pretendem manter-se íntegras e produzindo os benefícios sociais e econômicos para seus empregados e a sociedade.

A literatura especializada vai revelar centenas de títulos preconizando a necessidade de mudar e ensinando em que mudar: são muitas as evidências sobre o rápido desenvolvimento científico, tecnológico, gerencial, econômico e social, fazendo ampliar o contorno das organizações e quebrando a sintonia, duramente construída ao longo dos anos, entre o projeto da organização e o seu meio ambiente. São também numerosas as referências sobre mudanças de mercado, de tecnologia, de logística, de normas e padrões e de relações entre competidores, exigindo ajustes na estratégia das organizações para alinhá-la com as demandas de seus stakeholders. Entretanto, não existem muitas publicações quando se trata de responder à questão sobre como conduzir a mudança organizacional.

Devido ao fato de as mudanças envolverem pessoas, de se traduzirem num processo de atração, convencimento e conquista de mentes para um futuro desconhecido e incertamente melhor que o presente, as variações de respostas aos estímulos para a mudança organizacional são tão ricas que dificilmente se poderia generalizar e padronizar procedimentos aplicáveis às inúmeras possibilidades de respostas.

Dessa forma, torna-se imperativo compreender as forças que moldam a mudança organizacional:

  • medos;
  • fragilidades internas;
  • oportunidades e ameaças externas;
  • interesses pessoais e grupais;
  • tipos de resistências que podem emergir;
  • formatos e conteúdos das propostas de mudanças;
  • coalizões de poder;
  • necessidades e formas de comunicação envolvidas, entre outras variáveis importantes, para elaborar estratégias de mudança organizacional específicas, para as características de cada organização.

Processos de mudança organizacional bem-sucedidos precisam de alguns elementos bem resolvidos, que funcionam como impulsores de mudança:

  • clara definição dos fatores que justificam a mudança;
  • projeto de mudança racional e participativamente elaborado;
  • processo de comunicação e negociação interna e externa que informe por que, o que, para que e como as coisas serão mudadas;
  • processo de criação e reciclagem de capacidades para atender às novas demandas organizacionais, geradas pela mudança;
  • estratégia de gestão de mudança, elaborada preferencialmente de forma participativa, que oriente e articule todo o processo;
  • gestão competente do processo de mudança.

É importante também compreender outras dimensões do fenômeno de mudança, tais como:

  • construção de alianças organizacionais;
  • relações da mudança com criatividade e inovação;
  • treinamento e desenvolvimento em organizações em mudança;
  • manejo da incerteza em situações de mudança;
  • efeitos do e sobre o comprometimento nessas situações;
  • gestão de competências em contextos em mudança;
  • influências da cultura sobre o fenômeno e a avaliação de intervenções para a mudança organizacional.

A função dos gestores nunca esteve explícita para eles. Sua função é gerenciar a coerência – consistência interna – e a correspondência – consistência externa – de suas organizações, porque isso afeta sua eficiência interna e sua relevância externa, respectivamente. A existência de uma organização é uma busca permanente por coerência e correspondência, e sua história revela construção, fragmentação e reconstrução de coerências e correspondências.

Nas últimas décadas do século XX, os gestores foram surpreendidos pela fragmentação de coerência e correspondência de suas organizações, sem necessariamente compreender a gênese dessa vulnerabilidade. Na busca da sustentabilidade institucional para suas organizações, muitos gestores desenvolveram processos de mudança que, em última instância, tentavam identificar  e superar discrepância de coerência e correspondência, como parte do esforço para melhorar a eficiência e a relevância. As organizações estão diante de uma mudança de época histórica.

Uma mudança de época inclui também uma crise de percepção. Inúmeras rupturas ocorrem nos contextos históricos, materiais, sociais, culturais, políticos, tecnológicos e institucionais das sociedades, que se sentem perplexas e vulneráveis. Uma das rupturas é a ordem epistemológica. A ruptura dos sistemas de ideias vigentes gera uma crise de percepção entre os atores sociais, econômicos, políticos e institucionais, fragmentando a coerência de seus modos de interpretação da realidade e erodindo a correspondência entre seus modos de intervenção e as novas realidades de seu contexto cambiante. A humanidade está experimentando uma mudança de época desde a segunda metade do século XX. Isso muda nossas perguntas e respostas.

As mudanças globais atuais não pertencem à época do industrialismo; elas estão forjando uma época histórica nova, embora não necessariamente melhor. Como consequência, os gestores dos diversos tipos de organização estão perplexos. Eles têm dificuldade para entender as mudanças vertiginosas que transformam o contexto teórico-prático de suas organizações e para compreender as contradições e implicações dessa situação para o futuro de suas atividades. Numa mudança de época histórica, compreensão passa a ser um fator crítico escasso. Quando isso acontece, nada é mais prático do que conceitos e teorias relevantes sobre os fenômenos, processos ou aspectos da realidade que queremos compreender para transformar. Na prática, uma sociedade funciona através das organizações que cria, financia, mantém e eventualmente extingue.

Como gerenciar a mudança organizacional se, historicamente, a ciência da administração não formou gestores da mudança, senão administradores da eficiência? Sob o enfoque racionalista consolidado a partir da Revolução Industrial, a administração foi reduzida ao manejo dos meios, a partir da premissa da estabilidade do contexto. Essa visão mecânica de mundo não valoriza o tempo histórico, os contextos externos, nem a dimensão simbólica dos significados. Sob a pressão da mudança de época atual, muitos gestores enfrentam desafios que não compreendem e para os quais não foram preparados. As organizações necessitam ser relevantes, não apenas eficientes.

Mas o primeiro passo para controlar uma situação-problema é compreendê-la. A contribuição de conceitos e teorias é indispensável. Todavia, numa mudança de época, muitas teorias existentes perdem sua força explicativa, alguns conceitos se tornam completamente obsoletos e novos conceitos e teorias são construídos para explicar as realidades emergentes.

Pode-se deduzir que os gestores da época do industrialismo são racionais, enquanto os da época emergente são conceituais, contextuais, intuitivos e com grande sensibilidade humana, social, cultural, ecológica e comunicativa. Na era moderna, a organização foi concebida como “algo” objetivo e independente de nossa percepção. Essa concepção está obsoleta. Novas concepções estão emergindo para ampliar nossa compreensão de como as organizações são construídas e transformadas.

Sob o reinado da razão, a era moderna desenvolveu uma concepção racionalista e, portanto, mecanicista e reducionista da mudança. O esforço teórico, realizado sob a filosofia positivista, concebeu a mudança como um instrumento para mudar “coisas”: organograma, arquitetura organizacional, divisões internas, funções, políticas, prioridades, projetos, normas, procedimentos número de empregados, processos etc., mas não para mudar “pessoas”. Geralmente as pessoas são pressionadas para adaptar-se às mudanças realizadas na dimensão dura das organizações.

Porém, esta nova organização com qual nos deparamos hoje é concebida como um fenômeno humano, social, ecológico, simbólico e comunicativo; um sistema discreto que emerge de uma trama de relações, convergentes, divergentes e contraditórias que incluem e explicam dimensões da complexidade do processo de gestão da mudança organizacional.

Como a literatura internacional aponta, as teorias derivadas das contribuições clássicas de Adam Smith, Karl Marx, Émile Durkheim, Max Weber, Frederick Winslow Taylor, Henri Fayol e Chester Bernard estão em declinação, enquanto novas contribuições teóricas para a gestão da mudança organizacional estão em ascensão. Entre estas, estão às derivadas da teoria geral de sistemas, teorias da perspectiva interpretativo-simbólica e as chamadas teorias pós-modernas.

Para responder à questão “como mudar” é preciso revisitar as concepções de mundo, de organização e da própria mudança e também os modos de ser, pensar e atuar.

Nas últimas décadas, muito se tem falado, discutido e prescrito sobre o tema da mudança organizacional. No entanto, poucos textos preocupam-se em definir o conceito, elusivo por sua própria natureza. É elusivo pela dificuldade inerente em definir seus limites: o que não é mudança, em uma organização? Quando se pode afirmar que começa e termina um processo de mudança organizacional? Tudo o que as organizações fazem, desde sempre, para obtenção de maior eficiência, por exemplo, não se constitui em mudança? Por essas razões, muitos autores esquivam-se de apontar uma definição do fenômeno, temendo o terreno conceitual pantanoso que terão de enfrentar.

É preciso, portanto, definir o conceito de mudança organizacional.

Para Robbins (1999) mudança é definida como “atividade intencional proativa e direcionada para a obtenção das metas organizacionais”. O argumento de Robbins (1999) é de que as mudanças intencionais podem levar a organização a aprimorar a capacidade de adaptar-se ao ambiente e, também, mudar o comportamento de seus funcionários.

Wood Jr. (2000) define que mudança é “qualquer transformação de natureza estrutural, estratégica, cultural, tecnológica, humana ou de qualquer outro componente, capaz de gerar impacto em partes ou no conjunto da organização”.

Bressan (2001), a partir de pesquisa realizada com gestores cujas organizações passaram por processos de mudança radical, e comparando a percepção do fenômeno – do ponto de vista desses gestores – com os principais aspectos conceituais do fenômeno apontados pela literatura, formula um novo conceito, segundo o qual mudança é:

Qualquer modificação (planejada ou não) nos componentes organizacionais, formais e informais, mais relevantes (pessoas, estrutura, produtos, processos e cultura), que seja significativa, atinja a maioria dos membros da organização e tenha por objetivo a melhoria do desempenho organizacional em resposta às demandas internas e externas.

Bruno-Faria (2003) também propõe uma definição para mudança, na tentativa de distinguir esse fenômeno dos de inovação e criatividade.

É qualquer alteração, planejada ou não, ocorrida na organização, decorrente de fatores internos e/ou externos à organização que traz algum impacto nos resultados e/ou nas relações entre as pessoas no trabalho.

Embora seja aparente a ausência de um mesmo eixo que norteie todas as definições, observam-se também convergências em torno das seguintes dimensões da mudança:

  • Intencionalidade;
  • transformação/congruência sistêmica entre componentes;
  • relevância do impacto da mudança;
  • resposta ao ambiente;
  • temporalidade;
  • construção social da mudança;
  • resposta à demanda interna.

O desenvolvimento individual, ou das relações de trabalho, embora desejável do ponto de vista ético, não parece fazer parte do conceito. A razão para isso é a consideração à seguinte observação de Rodríguez e Arnold (1999):

Os indivíduos como tal não pertencem às organizações enquanto sistemas sociais, mas sim determinados comportamentos que [eles] devem apresentar em seus cargos na organização. É por isso que, mais do que pessoas, uma organização – empresa, sindicato, universidade, ministério, etc. – é uma estruturação de “programas”, “tarefas”, “cargos”, posições hierárquicas e “redes” definidas de comunicação de decisões. É nesse sentido que parte importante das organizações formais é indiferente às mudanças e mobilização de seu pessoal.

Feitas essas considerações, o conceito aqui proposto para mudança organizacional é:

Mudança organizacional é qualquer alteração, planejada ou não, nos componentes organizacionais – pessoas, trabalho, estrutura formal, cultura – ou nas relações entre a organização e seu ambiente, que possam ter consequências relevantes, de natureza positiva ou negativa, para a eficiência, eficácia e/ou sustentabilidade organizacional.

Além das dimensões já apontadas, outras podem também ser mencionadas, a partir das definições de tipologia já apresentadas e também por outros autores (Greenwood & Hinings, 1996; Miller & Friesen, 1984). Nesse sentido, algumas dimensões podem ser mencionadas:

  • continuidade/descontinuidade da mudança no tempo;
  • objeto da mudança: meios/fins, organização como um todo/subsistemas organizacionais;
  • agenda da mudança: isto é, mudança simultânea em todos os elementos da organização (“quantum”), e mudança gradual ou incremental (mudança de um elemento de cada vez);
  • tempo da resposta a eventos externos (antecipação/reação);
  • velocidade da mudança: devagar/rápida.

Como se pode verificar, das várias definições da mudança, e também das variáveis já mencionadas, a dimensão temporal é importante para a compreensão da mudança organizacional.

Assim, as organizações podem antecipar-se a tais eventos – através, por exemplo, de estudos prospectivos que indiquem cenários alternativos para o meio ambiente organizacional – iniciando então um processo de mudança planejada, para enfrentar esses cenários. Podem também ser surpreendidas por esses eventos externos, restando-lhes então apenas reagir a eles – se ainda houver tempo para tanto – ou sucumbir.

Quanto maior a antecipação à mudança e quanto menor o grau de transformação requerido, maiores as chances de êxito de um processo de mudança organizacional.

Mesmo em mudanças planejadas, determinar com precisão o início e o fim do processo é tarefa praticamente impossível, já que esses momentos se dissolvem no fluir constante da vida organizacional.

Alguns autores, entre os quais Nadler e co-autores (1998) apresentam o conceito de “congruência”, para explicar o que muda, em processos de mudança organizacional. Olhando para a organização como um sistema, esses autores propõem que ela inclua quatro componentes: o trabalho, as pessoasque o realizam, a estrutura formal (que organiza o trabalho das pessoas) e a organização informal (que emerge da realização do trabalho e pode apoiar a estrutura formal, em sua realização). Uma organização em equilíbrio apresenta sempre uma congruência entre esses quatro componentes, e também entre esses e a estratégia organizacional. Quando essa última se altera, em um processo de mudança, todos os quatro componentes devem ser alterados, de modo a restaurar a congruência entre eles.

Congruência é definida pelos autores como o grau em que as necessidades, demandas, objetivos ou estruturas de um componente são complementares e consistentes com as necessidades, demandas, objetivos ou estruturas de outro componente. É uma medida de “encaixe” entre pares de componentes.

Os componentes internos de uma organização não são os únicos que sofrem o processo de mudança. Outro aspecto dever ser destacado: a relação da organização com o seu ambiente. Assim, as organizações podem tentar alterar o seu ambiente, como forma de antecipação ou reação a ameaças daí originadas.

Outro aspecto importante a se considerar são as consequências da mudança para os empregados, em dois momentos: no início do processo de mudança organizacional uma vez já introduzidas essas mudanças. Em qualquer momento, esses processos geram enorme incerteza para os empregados.

A reação a essa incerteza corresponde a diversas formas de resistência a intervenções dessa natureza. Essa resistência pode estar dentro do que se estabelece implicitamente como aceitável dentro da organização ou pode ultrapassar esses limites.

Essas resistências podem ser tentativas de manutenção da própria identidade, ameaçadas pelas mudanças que acontecem dentro da organização. Tais mudanças basicamente se refletem sobre a tarefa nas redes de relações informais entre membros organizacionais e na perda de poder vinculado à ocupação de determinados postos ou ao domínio de conhecimentos ou habilidades específicas valorizadas antes da mudança.

Outra maneira pela qual a mudança organizacional afeta a vida dos membros das organizações é através do seu impacto sobre as carreiras e a maneira como essas são definidas.

Essas mudanças nas organizações criam, acima de tudo, incerteza para os trabalhadores. Essencialmente, os trabalhadores do século passado pensavam em sua relação com a organização como um vínculo estável e permanente. Suas carreiras eram concebidas como “ladeiras” a galgar, dentro de uma organização. Havia um contrato psicológico – ou um conjunto de crenças mantidas pelos empregados, sobre obrigações recíprocas entre eles e sua organização – que governava essa relação e que vem sendo “rompido” gradualmente, por essas várias intervenções.

Castells (1999) afirma que as seguintes tendências podem ser observadas na reestruturação organizacional que vem acompanhando a reestruturação social que se verifica desde finais da década de 1980:

  • organização em torno do processo, não da tarefa;
  • hierarquia horizontal;
  • gerenciamento em equipe;
  • medida do desempenho pela satisfação do cliente;
  • recompensa com base no desempenho da equipe;
  • maximização dos contatos com fornecedores e clientes;
  • informação, treinamento e “retreinamento” de funcionários em todos os níveis.

Essas são as principais características da chamada empresa horizontal, que está substituindo a burocracia vertical.

No entanto, é extremamente difícil precisar um novo tipo ideal para a organização que está emergindo. De um lado, o processo de mudança da estrutura social ainda não está completo. Por outro lado, ou por isso mesmo, verificam-se contradições entre algumas das tendências observadas.

Essas contradições, entretanto, são típicas de uma fase de transição, em que uma nova institucionalidade – conjunto de regras legais, éticas e culturais – ainda não está totalmente definida e implantada.

Para as organizações, o século XX alterou completamente a distinção entre organização e ambiente. Esse deve ser constantemente interpretado, inclusive com antecipação, para que as organizações possam adaptar-se a ele ou mesmo redefini-lo. Configura-se, assim, a presença permanente das mudanças nas organizações e no mundo contemporâneos.

Paulo Villamrim:  é instrutor no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “Bastidores da Mudança”. Mestre em Administração pela UFMG e graduado em Administração de Empresas pela FUMEC. Pós graduado em Administração Pública, pela Fundação João Pinheiro e em Economia Industrial pela INEA – Instituto de Engenharia Econômica e Administração/MG. Consultor organizacional pela UNA.

Solicite informações: http://bit.ly/integramente_info

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Forças que mudam o mundo

Por Rosani Coelho

Mudanças estruturais exigem de nós um entendimento profundo do contexto que estamos vivendo: da impressora 3D e seus impactos nos negócios, a realidade virtual, o fim da noção de propriedade. Compreender que não será mais possível voltar atrás e que as coisas não serão mais como já foram um dia. A partir deste entendimento, o próximo passo é: como podemos agir de forma a aproveitar as oportunidades que surgem e tirar o melhor que pudermos de cada uma delas?

Não acredito que há uma resposta fácil ou pronta para esta pergunta. Mas acredito que são as perguntas que movem o mundo. Então, precisamos questionar, explorar, trocar ideias e informações, para que seja possível construir  e encaminhar novas soluções e novas possibilidades.

Acredito sim que a mudança é inevitável, que a tecnologia vai continuar evoluindo cada vez mais rápido, que muitas profissões que conhecemos hoje irão acabar, que a forma como fazemos negócios irá mudar drasticamente e que permanecerão no mercado somente os profissionais que estiverem mais preparados. Estar preparado significa estar a frente, em constante atualização e evolução, compreender as tendências e as inovações mais duradouras, para suprir o universo corporativo de informação: o petróleo do nosso século.

O profissional que terá espaço neste novo cenário, será aquele que estiver preparado para entender e traduzir estrategicamente estas informações de forma a gerar valor para as empresas, valor sustentado que as conduzam à abertura de novas possibilidades, hoje inimagináveis, crescimento e perenidade.

Não podemos parar, o mundo dos negócios está se tornando e será uma série interminável de upgrades.  Teremos novas necessidades, soluções serão criadas, de forma a transformar nossas vidas e nossos negócios, sempre numa evolução constante. Se soubermos aproveitar as oportunidades, utilizar a tecnologia a nosso favor, estivermos preparados para este novo mundo, poderemos nos focar em fazer algo que realmente faça a diferença.

É um novo mundo fluído, onde o acesso à informação e conhecimento será livre. Porém, necessitará de pessoas que tenham conhecimentos e competências para transformar tudo isso em  algo relevante e único, porque as máquinas poderão dar respostas ao que já existe, mas as pessoas poderão criar perguntas inimagináveis que continuarão transformando o mundo e os negócios.

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A “Einfühlungsvermögen” na Consultoria

Por: Luiz Affonso Romano e Paulo Jacbsen

Pois foi assim mesmo que o filósofo alemão Theodore Lipps cognominou o misterioso fenômeno da empatia essa capacidade tão crítica para os bons serviços dos melhores Consultores. O conceito e sua aplicação, na verdade, são tão complexos quanto seu nome e, pior ainda, geralmente se confunde coma simpatia que é até bem diferente.

A simpatia

Na verdade todo Consultor deve, até por ofício, ser razoavelmente simpático e de agradável trato, quem sabe até cordial e amável – facilita muito seu trabalho! Deve externar uma legítima preocupação com seu Cliente, acompanhar e apoiar seus êxitos e compadecer-se de seus infortúnios pessoais ou societários, Pois que, foi contratado para identificar e resolver problemas e apoiar a implementação de soluções e fica-lhe bem, quando não imperioso, mostrar-se interessado nos resultados alcançados durante e após sua intervenção. Ou seja, ele deve ter e expressar simpatia pelo Cliente, pelo que deu certo ou errado, procurando apoiar a otimização do primeiro e eliminação do segundo.

A empatia

Esta já é coisa bem diferente. Com ela o Consultor vai se colocar nos sapatos do Cliente, e procurar andar com eles, avaliando seus tropeços, à procura de afinidade,compreensão e comunhão de pensamentos e ações. Na empatia você sente COM o Cliente enquanto na simpatia você sente PELO cliente. Uma pequena grande diferença. Pois no primeiro caso você procura ver com os olhos do outro, sentir com sua pele e emocionar-se com o seu coração enquanto, na segunda você meramente acompanha o que acontece. O Cliente se dá conta! De fato, a constatação é geralmente imediata. Os dois se olham e veem, antecipadamente, o que pode rolar. Até porque ninguém realmente se importa com quanto você sabe até saber quanto você realmente se importa. Aliás, Lincoln costumava dizer que quando falava com alguém aplicava 2/3 do seu tempo pensando no que o outro queria ouvir e somente 1/3 no que queria ele mesmo dizer. Afinal, há em todo mundo algo que só ele sabe e pode dizer…ou não!

Requisitos

Além disso, o processo de empatia exige e impõe uma serie de requistos críticos, entre outros:

a) Um ambiente , um cenário propício, uma ocasião oportuna e uma mútua disponibilidade no aqui e agora;

b) Foco, ou seja, concentração no outro, na troca, no diálogo – se for o caso- e na importância que se dá ao momento, comprovado pelo tempo dedicado a ele, ou até, em nossos dias, por se desligar educadamente o celular para não ser interrompido;

c) Ainda, a transparência e autenticidade: somos, em geral, mais que nós mesmos, um produto das circunstâncias e dos papéis que desempenhamos. Quem sabe, então, se baixem as nossas respectivas máscaras antes de nos olharmos face a face , à procura de um encontro verdadeiramente satisfatório?

d) Interesse e motivação, especialmente, de parte do Consultor. Porquanto este tem outros Clientes – muitos ou não–, enquanto este só tem só tem um e único Consultor à sua frente e espera dele um tratamento individualizado e único, especialmente adequado ao seu problema que ele julga até único, diferenciado, pessoal e intransferível.

A Catarse

Carl Roger, eminente psicólogo norte americano, numa das vezes que esteve no Brasil relatou uma sua experiência profissional extremamente marcante . Quando na Universidade de Chicago, no setor de apoio sócio- psicológico adentra seu gabinete uma aluna que, após se acomodar hesitantemente na cadeira, pôs-se a chorar e assim ficou sem dizer palavra, absolutamente nada, sempre soluçando enxugando copiosas lágrimas. Daí, passado um bom tempo levantou-se e, ainda em silêncio, com um aceno de cabeça lá se foi ela embora. Passada uma semana, ao encontrar-se com ele, no campus universitário, ela aproximou-se e deu-lhe um afetuoso abraço,desabafando: “Professor, obrigadíssima, nunca ninguém me ouviu com tanta atenção quanto o senhor fez naquele dia, muito, muito obrigada mesmo.”

Alguns “truques”

Os Consultores mais experientes têm lá seus “truques” para estimular a empatia, essa sutil relação de cumplicidade e fraternidade que permite se alcançar, principalmente nas entrevistas, um relacionamento extremamente proveitoso e gratificante. Por exemplo:

a) A aceitação generosa e receptiva do que diz, do que fez e do que vivenciou o Cliente;

b) Uma atitude não avaliativa, não julgando nem criticando o Cliente até porque, como diz a sabedoria : “ Que atire a primeira pedra quem não tem erro algum…”;

c) O recurso ao “espelhamento” quando o Consultor, de forma adequada “imita”os gestos, a mímica, a postura, o tom, timbre , altura e velocidade de alocução e o ritmo da voz e até a linguagem do Cliente, de forma compreensível e comunicativa;

d) A valorização do que se ouve, das realizações e dos resultados alcançados por ele;

e) A exemplificação, de parte do Consultor, de forma comparativamente positiva,de eventos e experiências suas e de outros mais, evocando sua experiência em outras oportunidades, com outras pessoas e organizações congêneres ;

Coaching e Psicodrama

A empatia ocupa ainda, lugar especial nos serviços de Coaching e nas diversas aplicações do Psicodrama, cada vez mais frequentes na moderna Consultoria. 

No “ Coaching”, com certeza, onde a maior parte do trabalho é feito vis -à-vis- com o Cliente, em diálogo permanente e empático, definindo-se objetivos e metas, mobilizando recursos e acompanhando a implementação de modo construtivo.Quanto ao Psicodrama – onde se dramatizam por meio de simulações e “role-playing “ situações enfrentadas nas organizações, seu criador o psiquiatra Jacob Moreno deixou-nos a poética “receita”:

“ Encontro de dois, olho no olho Cara a cara bem pertos um do outro Quando eu arrancarei teus olhos Colocando-os no lugar dos meus E tu arrancarás meus olhos e os Colocarás no lugar dos teus Então te olharei com TEUS olhos E tu me olharás com os MEUS …”

“Assim, quem sabe possamos nós todos, Consultores, praticar e aperfeiçoar ainda mais nossa “Einfühlungsvermögen” – com trema e tudo o mais?

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Consultoria na Prática!

É uma prestação de serviço onde o consultor utiliza-se de seu conhecimento e expertise para analisar situações, identificar melhorias e apontar alternativas às empresas e seus gestores com objetivo de melhorar os resultados. É um serviço intangível que requer do profissional consultor determinadas habilidades, o uso de metodologias e ferramentas para executar com excelência seus serviços agregando valor para o cliente e a consultoria.

A empresa de consultoria, através de seus consultores, deve realizar o trabalho de forma conjunta com o cliente buscando a multiplicação do conhecimento e oportunizando à equipe do cliente a alcançar resultados. O consultor não deve centralizar conhecimento e sim compartilhar, pois a consultoria é um processo em que alguém de fora faz um olhar detalhado, profissional com o objetivo de ajudar a encontrar alternativas factíveis e que tragam mudanças relevantes e com resultado efetivo. A consultoria precisa entregar algo que contribua com o cliente, supere uma determinada situação ou, no mínimo, aponte alternativas mesmo que estas não sejam de crescimento imediato.

É compromisso profissional que o consultor seja transparente com a situação do cliente e trate-a com respeito. Deve atuar de forma contributiva independente do momento empresarial em que a empresa se encontra, ou seja, sobrevivência, manutenção ou crescimento. Precisa analisar com profundidade cada situação e junto com a empresa apontar alternativas e caminhos. Porém, a decisão final em optar por um ou outro caminho, por uma ou outra estratégia sempre será do empresário, dos sócios, ou seja, da empresa.

O profissional para atuar como consultor precisa ter conhecimento, porém há outras habilidades que são essenciais como: capacidade de análise e síntese, percepção para entender o que não está posto, capacidade de ouvir os diversos pontos de vista, flexibilidade para compreender a empresa na sua essência, posicionamento para não se deixar envolver e contamina com o olhar da empresa, coragem para tornar claro os problemas e suas causas, respeito pelas pessoas e o que construíram, foco em ajudar o cliente a melhorar.

No dia a dia da consultoria o profissional se depara com situações diversas e muitas vezes precisa buscar em outras fontes alternativas para elucidar e apontar possibilidades.  A prática, o dia a dia e as situações enfrentadas proporcionam fortalecer as habilidades do consultor em entregar um serviço de consultoria de excelência.

Um dos objetivos do Inspiramente é aproximar profissionais com experiência em consultoria para que estes compartilhem suas melhores práticas de atuação, suas metodologias e experiências com as pessoas que buscam fortalecer suas habilidades para atuarem nesta prestação de serviço.

Consultoria = tecer análise, estruturar problemas ou situações e recomendar soluções.

Também é multiplicar conhecimentos e práticas que apoiam o crescimento das equipes do cliente. Jamais deve tornar uma empresa cliente dependente do consultor ou da consultoria para executar determinadas tarefas ou para decidir estratégias. A decisão é e sempre será do cliente.

Gilca Marchesan Bellaguarda: Formação em Ciências Contábeis com pós- graduação em Análise Financeira pela PUC, em Planejamento Estratégico, pela UFRGS e em Marketing, pela ESPM, Formação em Jogos de Estratégia pela Metodologia CEFE e em Dinâmica de Grupos pela SBDG.

Trainee em PNL – Programação Neurolinguística. Implantou modelo e/ou programa de atendimento e vendas em empresas como: Hospital Mãe de Deus, Todeschini, Thyssenkrupp, SESC, entre outras. Autora do livro: Atendimento Muito Além do Cafézinho.

Gilca Marchesan Bellaguarda é instrutora no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “Arquitetura do Saber” acesse para mais informações: http://bit.ly/integra_2018

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Conversa entre Consultores

Por: Paulo Jacobsen e Luiz Affonso Romano

Ainda outro dia, num “chat” de Consultores, levantou-se o tema dos aspectos mais relevantes de nosso trabalho e/ou onde se “erra” mais. Claro, as opiniões variaram bastante, porém chegamos a um certo consenso. Lá vai, para você conferir:

1. O Cliente detesta “pacotes” pré-organizados, que sentem servir para toda e qualquer outra empresa, que não a sua. É como estivéssemos vendendo, por preço de novo, um produto de 2ª mão – quem gosta? Afinal, todo Cliente se julga único – e de fato é -, já que assim como não existem doenças, mas sim doentes, também cada empresa é um universo diferente com suas peculiaridades, circunstâncias e idiossincrasias.

2. Cada vez mais se fala em sustentabilidade da empresa mas, também, do fim do emprego e, de certo modo, de sua “insustentabilidade”. Mas como administrar tal dilema e de que lado, finalmente, deve ficar o Consultor? Do lado da empresa que lhe contrata – por vezes objetiva, utilitariamente, “egoisticamente”, somente preocupada com seu lucro e sua sobrevivência -, ou do lado humano, da preocupação social e da justiça e equidade comunitária?

3. Pois até pode-se arriscar algumas respostas para isso. A primeira é a de se reconhecer, francamente, que talvez não tenha mais sentido o Pessoal “vestir a camisa da empresa” e que, bem ao contrário, agora cada um deve mesmo é “vestir sua própria camisa” Ora, o Consultor pode – ou quem sabe até deve – levar seu cliente-empresa a reconhecer que ela tem uma responsabilidade social a cumprir e a ser respeitada, que pode, inclusive, se transformar em vantagem competitiva, ganhando a simpatia e a preferência do Mercado, dos meios de comunicação…

4. Porquanto já existem, como sabemos, nos “States” e agora, até no Brasil, organizações não lucrativas dedicadas à “certificação” do comportamento justo, social, humano e ecológico das empresas examinadas, com ótimos resultados…

5. O Cliente, cada vez mais espera e até exige resultados. Com isso, será extremamente útil que se possa avaliar e até medir a resposta à nossa intervenção. Para isso, importante será se sugerir e implantar, juntamente com o cliente, uma “métrica” significativa, desde que aceita e compreendida por quem vai ser avaliado por ela. Por exemplo, se você, atleta, for corredor da milha, não tem sentido ser avaliado pela altura alcançada ao saltar de vara, não é mesmo?

6. Todo planejamento bem feito deve de ter embutido um “Plano B”, espécie de saída de emergência para incêndio, no caso de nada dar certo. Só que isso tem de ser programado antes que as coisas aconteçam e se entre em pânico. Ou seja, o Consultor pode ajudar, embora pareça meio estranho, se programar o sucesso e, também, o insucesso – é bem mais prudente!

7. O Cliente geralmente não lhe contata quando tudo vai indo bem, até por achar que não precisa de sua ajuda. No passado recente, centenas de empresas, que viviam da aplicação no “overnight” e não de seu negócio, simplesmente fecharam, com a queda da inflação. Ou seja, quando ainda podiam não fizeram “o dever de casa”…

8. Com isso, os Consultores concordaram em que o bom cliente talvez seja o que não tem (ainda) problemas e, com isso, cabe ao profissional alertar para essa realidade. Na verdade, já dizia Peter Drucker, melhor é maximizar o lado positivo da empresa e não se tentar consertar o negativo – o lado podre da organização -, vamos virar a página!

9. Também não constrói – ponderaram os Consultores – procurar “culpados” e punir os que erraram. Inclusive porque toda empresa é um sistema de inter-relaçães e os efeitos de uma situação negativa, com frequencia tem sua causa num espaço e num tempo diferente do que se incrimina.

10. Finalmente, e nisso houve absoluta unanimidade, todos concordaram que sem o apoio e endosso de quem “manda” e de quem é o alvo da mudança, provavelmente nada vai de fato acontecer. Ou ainda, mais frustrante, parece que as coisas mudam, mas muita precaução porque as pessoas tendem a voltar aos comportamentos antigos….

Pois nosso “chat” foi ficando por aqui. E, naturalmente, há ainda mais, muito mais, a se discutir, comentar e sugerir nas nossas atividades, nos sucessos e insucessos do Consultor ou de um “Coach”.

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Saber escutar e uma boa comunicação como um diferencial no ambiente da consultoria e facilitação

Por Frederico Ribeiro Junior

Fomos treinados para falar? Para ouvir? Para escutar? Para comunicar? O processo de aprendizagem escolar nem sempre privilegia essas habilidades interpessoais. Escutar vai além de ouvir. Enquanto esse verbo é associado aos sons, o outro é vinculado ao entendimento entre as pessoas.

       

Se comunicação é uma ação para tornar algo comum, a pessoa deve agir para facilitar esse processo, adotando a escuta ativa:

  • Faça resumo do que a pessoa falou;
  • Repita o significado do que está sendo dito (escuta reflexiva), para garantir que houve interpretação correta das palavras usadas;
  • Utilize técnicas de perguntas (geral, direta, revertida, revezada), para estimular a fala;
  • Atentar-se à linguagem corporal;
  • Mantenha a mente aberta, evitando os julgamentos;
  • Guarde seu celular;
  • Não corra com soluções e/ou sugestões. Escute!

 Um consultor ou facilitador de aprendizagem deve treinar o escutar, pois esse saber é adquirido com o conhecimento e muita prática.

No trabalho de consultoria (interna ou externa), há cenários diferentes de comunicação falada (presencial ou virtual): reuniões, palestras técnicas, entrevistas e visitas. Em cada um deles, há técnicas corporais, de preparação e ambientais que contribuem para a eficácia da comunicação.

Conhecer essas técnicas é fundamental para a obtenção do resultado esperado.

Portanto, fica o convite: participe do Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Facilitadores (Integramente), promovido pelo Grupo Aliar. clique aqui!

Espero por você!

Vamos treinar nossa oratória empresarial?

Frederico Ribeiro Junior: Professor convidado no Unicentro Newton Paiva nos cursos de: Pós-graduação de “Gestão Estratégica de Instituições Bancárias e Financeiras”, na disciplina “Recursos Humanos e Habilidades Gerenciais” e “Supervisão de Equipes”.– FAFIC (ES).Exerceu cargo de Diretor Adjunto na ABTD/MG – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento. Facilitador de Aprendizagem do Curso de Apresentações em Público. Professor convidado da Fundação Dom Cabral: Nas disciplinas “Comunicação Profissional” e “Técnicas de Apresentação” .Nos cursos de “Capacitação de Instrutores” no módulo de “Comunicação Eficaz e Técnicas de Interação em Sala de Aula”. 

Frederico Ribeiro Junior é instrutor no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “O mundo cabe na sala”

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A importância do porquê

Por: Patricia Palermo

Ser contra ou a favor, faz parte do jogo democrático. Saber o real porquê, faz parte de ser cidadão

Muitas vezes me perguntam sobre a necessidade das reformas. As pessoas dizem não saber como se posicionar. Não leram as propostas de lei, mas também não sabem que muitos daqueles que esbravejam nas redes sociais também não leram. Sentem-se quase que forçadas a ser contra, pois acreditam que apoiar as reformas é ser a favor da perda de direitos, nem que esses não sejam factíveis e, muitas vezes, imponham exclusão.

A CLT data da década de 1940. Naquele tempo, grande parte da sociedade brasileira que apresentava vínculo trabalhista o tinha junto à indústria. Éramos na maioria analfabetos (ou quase isso), o poder econômico do empregador era significativamente maior do que o do empregado e, de forma geral, o trabalho era altamente padronizado. A lei era protetiva aos trabalhadores, mas, com o tempo, os tribunais reescreveram o direito: descompensaram em demasia a balança e, aos poucos, foram criando barreiras à criação de empregos. Contratar implicou assumir um potencial passivo oculto. Para evitar isso, admitir alguém virou sempre a última opção.

Nos últimos 70 anos, mudamos muito. Hoje o Brasil é uma economia essencialmente de serviços. Um setor altamente heterogêneo, em que cada atividade tem uma dinâmica quase própria. Ter uma legislação que entenda isso reflete-se em ganho de produtividade. No Brasil de 2017, multiplicam-se as micro e pequenas empresas, em que, não raras vezes, o salário do trabalhador é maior do que o lucro do empresário. O descompasso das forças não é mais o mesmo do passado. A lei precisa enxergar isso e mudar. Se numa reclamatória trabalhista as alternativas a uma das partes forem sempre “ganhar ou não perder”, cria-se um sistema de incentivo perverso em que o processo judicial é sempre uma possibilidade de “ganhar mais algum”. E, para sustentar isso, gastamos o que não temos.

O que a reforma trabalhista propõe garante flexibilidade e diminui passivos ocultos. Adequar-se a novas relações de trabalho e reequilibrar as forças na relação capital-trabalho é o que sociedades que se desenvolveram fizeram ao longo do tempo. Ser contra ou a favor faz parte do jogo democrático. Saber o real porquê de ser contra ou a favor faz parte de ser cidadão.

*Economista-chefe da Fecomércio-RS, professora nos cursos do Grupo Aliar – Integramente: Desenvolvimento Integrado de Consultores e Facilitadores e Performance para Resultados.

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Da Essência à Ação. Como identificar e potencializar a essência de um cliente?

Por: Yoshio Kawakami.

Para muitos profissionais, a atual situação do mercado interno está sendo o seu “batismo de fogo”, testando a sua capacidade individual de criar soluções para situações extremas. No entanto, a instabilidade nos negócios é um gerador de oportunidades, pois invalida soluções anteriores, obsoletas práticas tradicionais e demanda uma capacidade de liderança muito elevada.

“Ao compreender a natureza cíclica da economia, profissionais preparados podem transformar as ameaças em oportunidades e expandir seus negócios. ”

Em um mundo onde o entusiasmo por temas como tecnologia, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Indústria 4.0, trabalho colaborativo, valorização da experiência e compartilhamento do uso de recursos, provoca inúmeras mudanças comportamentais em todos ambientes da sociedade, a capacidade de distinguir a essência do negócio de uma empresa ou atividade profissional, é uma capacidade estratégica fundamental.

Compreender através de exemplos práticos como estes fatores afetam a sociedade e as organizações, promove uma ação mais efetiva de consultores e facilitadores no mercado. Além disso, a capacidade estratégica ou a inteligência corporativa pode ser desenvolvida mais facilmente, ao aprimorar continuamente a sua “Capacidade de Abstração”.

Não há liderança sem visão estratégica

Embora bastante discutida no meio corporativo, a prática da visão estratégia nas empresas reflete o baixo grau de elaboração e de disciplina de execução dos métodos propostos, resultando muitas vezes em frustrações. A falta de atenção e cuidado, provoca muitas repetições ao longo dos anos, sem gerar inovações e melhorias essenciais para a sustentabilidade dos negócios da empresa. No fim das contas, mesmo que a implementação dessas estratégias passe por um exaustivo desdobramento dos objetivos, nem sempre a visão estratégica e o conceito do negócio estão presentes.

Como consultores, vivenciamos frequentemente a dificuldade de atuar pontualmente através de projetos que eram comuns no passado. A disponibilidade das informações e dos conhecimentos na Internet democratizou o acesso às informações, gerando muito mais dados e conhecimentos do que podemos acompanhar. Assim, consultores já não detém mais um conhecimento inédito ou um segredo que os tornem altamente valorizados como no passado, dessa forma os profissionais do presente são desafiados de novas maneiras e a sua contribuição para as organizações precisa ser desenvolvida continuamente para que possam manter o seu valor.

Yoshio Kawakami, ex-Presidente da Volvo Construction Equipment Latin America.