Turma PAD 2025

Grupo W&A – Aliar Celebra o Encerramento do PAD 2025 com Confraternização Memorável

Com grande satisfação, o grupo W&A – Aliar celebrou em dezembro de 2025 o encerramento da mais recente turma do Programa de Aperfeiçoamento de Dirigentes (PAD), uma iniciativa de alto impacto desenvolvida pela renomada Fundação Dom Cabral (FDC).

O programa, fruto de uma parceria estratégica e de sucesso entre a FDC, a Cedem e o Simecs, une a excelência acadêmica com o forte engajamento empresarial da região.

🗓️ Seis Meses de Alto Nível

Iniciado em julho de 2025, o PAD dedicou seis meses à capacitação de líderes. A turma, composta por um seleto grupo de gestores, CEOs e proprietários de empresas de relevância na região buscou elevar o nível de suas decisões e estratégias de negócio.

O objetivo central do programa é fornecer as ferramentas e a visão necessárias para que esses dirigentes possam guiar suas organizações rumo ao crescimento sustentável e à inovação.

🤝 Confraternização e Reconhecimento

Para marcar a conclusão do programa, uma confraternização especial foi realizada. A ação serviu como um momento de celebração do aprendizado, do networking e das conexões criadas ao longo dos meses. O clima foi de grande entusiasmo e reconhecimento mútuo, refletindo a qualidade da experiência vivenciada.

 

PAD Turma 2025

 

As manifestações dos participantes reforçaram o valor do investimento feito no desenvolvimento contínuo:

 

    • “Pessoalllll!!! Que privilégio o meu! Gratidão por tudooo❣️(Vanusa – Simecs)

    • “Show pessoal !!!!!” (Douglas – Agrale)

    • “Realmente é outro nível! Sensacional!” (Jackson – Agrale)

    • “Vida longa a essa amizade que o universo nos proporcionou” (Rafael – Multimatech)

O sucesso desta edição do PAD, em parceria com a FDC, a Cedem e o Simecs, reafirma o compromisso do grupo W&A – Aliar com o desenvolvimento da liderança empresarial e o fortalecimento do ecossistema de negócios regional.

Parabenizamos todos os formandos pela dedicação e desejamos sucesso na aplicação dos novos conhecimentos e ferramentas!

Quer saber mais sobre os programas em parceria com Simecs, FDC e Cedem, entre em contato.

Imagem para Instagram ou site

Design de Aprendizagem: a chave para transformar realidades pessoais e organizacionais

Vivemos um tempo em que o “saber técnico” já não é suficiente. O que antes bastava para formar profissionais eficientes, hoje não dá conta de preparar pessoas para lidar com contextos complexos, ambíguos e em constante transformação.

Nesse cenário, o design de aprendizagem emerge como uma ferramenta estratégica essencial — não apenas para ensinar, mas para despertar, conectar e transformar.

📍 E se aprender fosse menos sobre absorver e mais sobre despertar?

Mais do que organizar conteúdos e aplicar métodos, o design de aprendizagem busca criar experiências significativas. Ele ativa sentidos, provoca perguntas e constrói conexões com propósito.

É sobre tornar o aprender algo vivo, pulsante — uma jornada de descoberta e ação.

💡 Muito além de ensinar.

Criar experiências de aprendizagem é, antes de tudo, criar contextos em que as pessoas pensam criticamente, cocriam soluções, se conectam e se transformam.

É facilitar encontros intencionais com o saber. É abrir espaço para que a aprendizagem aconteça dentro e entre as pessoas.

Quando bem desenhada, a aprendizagem se torna catalisadora de inovação, pertencimento e ação coletiva.

🌱 Impacto real nas pessoas e nas organizações.

Quando o design de aprendizagem é bem aplicado, ele desperta:

  • Autonomia
  • Responsabilidade compartilhada
  • Visão sistêmica
  • Capacidade de colaboração real

Mais do que desenvolver competências, ele planta as sementes de uma nova cultura organizacional — mais consciente, colaborativa e protagonista.

🤝 O poder da inteligência coletiva.

Aplicar princípios do design de aprendizagem é criar:

  • Experiências centradas nas pessoas
  • Espaços seguros para divergir, convergir e criar juntos
  • Ciclos com reflexão, iteração e ação

Porque ninguém aprende sozinho — e ninguém transforma sozinho. O conhecimento floresce na conexão.

🔥 Por que isso importa agora?

Em tempos de transição, incertezas e novas possibilidades, precisamos de aprendizagem com intenção, afeto e potência coletiva.

O design de aprendizagem é a chave para ativar futuros desejáveis — mais humanos, colaborativos e conscientes.

É preparar mentes e corações para o mundo que queremos construir.

🚀 Como atuamos com esse propósito na prática

Na Aliar Consultoria, utilizamos o design de aprendizagem como base estratégica para todas as nossas soluções — desde consultorias e mentorias até programas de desenvolvimento, oficinas e experiências corporativas.

Trabalhamos com uma metodologia própria, desenhada para conectar teoria e prática, promovendo experiências que geram engajamento real, transformações sustentáveis e resultados mensuráveis.

Acreditamos que é possível unir técnica, intenção e sensibilidade para criar jornadas de aprendizagem que façam sentido para pessoas e organizações.

E você? Como tem desenhado suas experiências de aprendizagem?

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CV19 – O que estamos aprendendo

O mundo não será o mesmo após a pandemia, mas podemos aprender e nos reinventar e aos nossos negócios.

A pandemia da CV-19 se alastrou rapidamente e chegou a todos os lugares do planeta. Todos os negócios estão sendo mais ou menos impactados e podemos ter uma certeza: que não seremos os mesmos quando tudo isso passar e nem as nossas empresas.

A sociedade se transforma e novos conhecimentos são necessários, assim como o desenvolvimento de competências essenciais para o futuro.

O mundo está mudando rapidamente e é preciso se transformar a cada dia. Num ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo (VUCA), é preciso ter agilidade e criatividade para enfrentar os mais diversos desafios e seguir em frente.

Se pensarmos que a tecnologia transforma hábitos e cria oportunidades, estimulando novos negócios e diferentes formas de comunicação, percebemos que a CV-19 adiantou este aspecto para muitos negócios:

  • Reuniões que fazíamos de forma presencial passaram a ser online, a partir de aplicativos diversos.
  • Escolas e Universidades passaram a fazer suas aulas de forma remota.
  • Academias, estúdios de dança e pilates passaram a ser virtuais.
  • Consultorias são realizadas a distância.

Ainda em relação à tecnologia, exemplos como o da China que no centro da pandemia, criou um robô com um braço mecanizado que pode realizar várias tarefas, como testes de ultrassom, aferir a febre, ouvir sons produzidos pelos órgãos dos pacientes e utilizar cotonetes na boca dos pacientes para realizar exames, fazendo com que os profissionais da saúde possam se manter a uma distância segura, sem comprometer a saúde.

Quase que totalmente automatizados, esses robôs podem se desinfetar após as ações que realizarem junto aos pacientes. Outros países poderão vir a desenvolver este tipo de robô entre tantas outras possibilidades. Confira o vídeo:

https://www.reuters.com/video/?videoId=OVC3S7K2V&jwsource=cl

A tecnologia é essencial e presença indispensável em nossas vidas e negócios, mas também podem ser utilizadas outras estratégias neste momento e também como preparação para os próximos. Crises são mudanças temporárias, logo esta vai passar. Mas, também, são cíclicas e isso significa que outras virão, mais ou menos intensas.

Com a CV-19, passamos a dar mais atenção aos nossos clientes, a estabelecer relacionamentos para manter os negócios ou para gerar novos. Começamos a negociar nas mais diversas formas. Passamos a cuidar mais do nosso fluxo de caixa, pensar na liquidez das empresas.

Começamos a organizar melhor nossos conhecimentos e a compartilhá-los com a comunidade. Isso acontece em todas as partes e é capaz de renovar o mundo.

Precisamos ser ágeis e ter em mente que não há e nem haverá um plano único para o futuro: algumas mudanças podemos prever, outras continuarão a se apresentar como surpresas.

O seu futuro e o futuro da sua empresa dependem de manter uma mente aberta, ter disposição para aceitar incertezas e riscos e abraçar a mudança, adaptando-se a qualquer acontecimento.

Talvez a pergunta que deve ser feita é: o que estamos aprendendo e como utilizaremos este aprendizado para o nosso futuro? Como gerenciaremos as próximas crises? Estaremos preparados?

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MEGATENDÊNCIAS E DISRUPÇÃO – O que esperar do futuro dos negócios?

O mundo está mudando rapidamente e a disrupção remodela os modelos de negócios. Entender estas mudanças é estar um passo a frente de um futuro incerto, repleto de desafios e oportunidades.

Nos próximos 30 anos muita coisa irá mudar: seremos 9 bilhões de habitantes, mais de 80% vivendo nas cidades. A complexidade estará presente em ambientes cada vez mais dinâmicos e incertos. Serão necessários novos conhecimentos, novas maneiras de fazer, abrir novas fronteiras em nossas mentes e ações.

Um grande conjunto de tendências transformará a nossa sociedade e irá moldar o nosso futuro. Conhecê-las e compreendê-las, avaliar de que forma se combinam para influenciar o fluxo dos acontecimentos, trará mais flexibilidade, agilidade, criatividade e inovação aos negócios.

Democratização e empoderamento do cliente

O poder de decisão e influência das pessoas aumentou, desconstruindo modelos de autoridade convencionais. Agora elas participam cada vez mais das decisões das marcas.

Desenvolvimento tecnológico

Novas tecnologias transformam hábitos e criam oportunidades, estimulam novos negócios e diferentes formas de comunicação.

Aceleração e complexidade

A mudança é muito rápida e é um desafio para as empresas posicionarem seus produtos para segmentos da população cada vez mais fluidos.

A percepção é que tudo acontece com maior rapidez e a realidade se torna mais complexa. Renovação e inovação acontecem em todas as partes.

Sociedade conectada (em rede)

Estamos todos conectados. Consumidores se conectam às marcase a outros consumidores sem intermediários. Todos são potenciais influenciadores compartilhando conteúdos e informações.

Individualização

Um objetivo central da vida moderna é distinguir-se dos demais. Pessoas esperam receber atenção individualizada e ter sua importância reconhecida.

Sociedade do conhecimento

O conhecimento se torna um dos principais recursos econômicos. A habilidade de acessar, processar e organizá-lo é fundamental para empresas e consumidores. Saber é mais importante do que ter.  O conhecimento é um bem de alto valor e é preciso aprender sempre.

Economia colaborativa

O acesso ao serviço é mais importante do que a posse. O importante é a relação que isso está causando em termos de renovação em nosso mundo.

Olhando para este mundo em aceleração, vemos produtos com ciclos de vida mais curtos e expectativa de vida útil mais curta para as empresas. É preciso ser ágil, mas mesmo assim, não há um plano único para o futuro: algumas mudanças podemos prever, outras se apresentarão como surpresas.

Ao desafiar o status quo, há impacto nos modelos de negócio que conhecemos hoje e que precisam ser revisitados continuamente. As oportunidades e os benefícios para o futuro provocarão mudanças inevitáveis e embora a tecnologia influencie fortemente, a pergunta que surge é:  o quanto pessoas interconectadas poderão mudar este futuro a partir de experiências e novas perspectivas?

Empresas que se mantém competitivas tem buscado desenvolver a capacidade de aprender com as pessoas das próprias organizações, colocando o aprendizado contínuo no foco do dia a dia e como fator de sucesso para o futuro. Elas preparam suas pessoas chave para liderar de novas formas, com foco no futuro.

Criar objetivos comerciais e sociais valorizam o propósito, fomentando uma cultura de inovação disruptiva e a inserção de mudanças significativas nos métodos adotados, nas metas a serem alcançadas, em organizações que realmente aprendem.

O seu futuro e o futuro da sua empresa dependem de manter uma mente aberta, ter disposição para aceitar incertezas e riscos e abraçar a mudança, adaptando-se a qualquer acontecimento.

Espero que você encontre inspiração e insights, que faça ligações entre as tendências e como elas se relacionam e construa sua base para o futuro.

Transformamos ambientes de negócios, ajudando empresas a mudar realidades, utilizando abordagens únicas em cada projeto. Conectamos teoria e prática, utilizando situações reais para construir o conhecimento, a partir das experiências das pessoas que fazem parte das organizações.

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Aliar desenvolve solução baseada em desing de aprendizagem

A Aliar atua com o design de aprendizagem para o desenvolvimento de soluções que contemplem a análise de cenários, com foco em entregar aos clientes experiências de aprendizagem completas.

Para cada público e cada tipo de conhecimento são utilizadas metodologias específicas, sempre considerando o Ser Humano como centro de todo o processo.

O Sebrae/RS é um dos clientes para o qual desenvolvemos diversas soluções que estão sendo replicadas no RS e no Brasil.

Na semana de 14 a 18 de janeiro, em Porto Alegre, foi realizado um encontro de estratégias para apresentação de duas soluções para os consultores da Instituição, que a partir de agora passa a atuar neste novo modelo. São elas:

  • Consultoria para criação de produtos turísticos
  • Programa Compras Conjuntas para Maximizar Resultados.

O desenvolvimento foi totalmente baseado na prática para que a aplicabilidade do conhecimento adquirido possa ser imediata. Ferramentas e mapas visuais, design thinking e lean startup permearam todo o processo.

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5 dicas para melhorar a gestão da sua empresa e atingir melhores resultados

Por Daiane Catuzzo

Ser empresário em um ambiente de tantas incertezas é desafiador. Por isso, ter uma empresa em que a gestão esteja alinhada e organizada é fundamental – assim será mais fácil analisar qualquer sinal que impeça de se ter o lucro desejado. Afinal, uma empresa é criada para gerar resultados positivos aos seus sócios.

Mas o que é uma gestão organizada? Antes de falarmos de organização, precisamos compreender do que se trata a gestão. Uma empresa geralmente é composta por cinco áreas: Finanças, Marketing, Comercial, Produção e Pessoas. É como se elas formassem uma engrenagem, que para funcionar bem precisa ter um ajuste perfeito (ou o mais perfeito possível). Daí a importância da organização e do sincronismo delas, independentemente do segmento de atuação.

Cada área é responsável por trazer algum tipo de resultado para a empresa. Por conta disso, podemos resumir da seguinte forma:

Finanças: responsável por mostrar aos sócios os resultados numéricos de toda a operação, se a empresa está dando lucro ou prejuízo, além de buscar as melhores alternativas para que o capital seja melhor remunerado.

Marketing: tem o papel de aproximar a empresa de seus clientes e de seus consumidores, estudar comportamentos, despertar o desejo de consumo. Podemos dizer que ele prepara o terreno para que o comercial finalize a venda.

Comercial: irá efetivamente colocar dinheiro para dentro da empresa. É a área responsável por fazer o relacionamento com o cliente, pelo fechamento das vendas, por gerar faturamento para a empresa.

Produção/operação: é onde “as coisas acontecem”. A produção está muito relacionada aos processos de fabricação, ou seja, a indústria. Porém, nas áreas de comércio e serviços as operações também acontecem, de acordo com suas particularidades. Assim, pode-se dizer que é nessa área que a indústria fabrica seus produtos, o prestador de serviços elabora e entrega seus serviços e o comércio gerencia sua forma de venda (loja, e-commerce, etc).

Pessoas: é responsável pelo desenvolvimento dos colaboradores da organização, para que atinjam os melhores resultados e possam fazer com que a engrenagem da gestão gire de forma ajustada e gere resultados tanto para a empresa, quanto para o cliente atendido por ela. Pessoas são a chave para o sucesso ou fracasso de toda organização.

E para que 2019 seja um ano de resultados espetaculares, preparei cinco dicas para que sua empresa esteja organizada e maximize seus esforços para gerar lucro:

INVISTA EM PLANEJAMENTO: antes de mais nada é preciso planejar, saber para onde se quer ir. Assim será possível alinhar com todas as áreas e seus colaboradores as ações que precisam ser feitas para que os resultados ocorram. Em resumo, todos estarão olhando para o mesmo foco, maximizando seus esforços em prol de um resultado desejado;

CONTROLE AS FINANÇAS: ter uma boa gestão financeira da empresa é primordial, ela é a base de sustentação do seu negócio. Tenha e gerencie o seu fluxo de caixa e acompanhe o seu Demonstrativo de Resultados (DRE), eles irão trazer as principais informações sobre a saúde financeira da sua empresa;

FORÇA DE VENDAS: tenha uma equipe de venda efetivamente qualificada, preparada para entender o que o seu cliente deseja, que foque no relacionamento e trate a venda como uma consequência. Hoje, o cliente busca empresas com a qual se identifica, que compreendam os seus desejos. Por isso, o relacionamento é crucial.

FOQUE NAS PESSOAS: a diferenciação do seu negócio não está nas máquinas ou na tecnologia, mas sim nas pessoas que fazem parte da empresa. Por isso, treine seus colaboradores, estimule uma comunicação transparente e direta, abra espaço para que todos possam interagir. Lembre-se: as pessoas são a interface com seu cliente. Um mau atendimento pode custar muito caro para sua organização.

TENHA PROCESSOS DEFINIDOS: para que sua estratégia dê resultados, é preciso que as pessoas e os processos estejam alinhados. Por isso é importante definir e mapear os processos da organização, pois com uma análise detalhada pode-se obter resultados surpreendentes. Como mais agilidade, menos custos, redução de tempo e desperdício, entre outros.

Ter uma empresa organizada não é fácil, exige dedicação e empenho de todos. Porém, se não houver o primeiro passo, dificilmente haverá alguma mudança na sua empresa. Espero que as dicas sejam úteis e que você consiga melhorar a gestão e atingir os resultados esperados.

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Caxias do Sul e Nova Petrópolis recebem a capacitação: Os conceitos Disney

O atendimento precisa ser visto de forma estratégica pelas empresas, pois cada vez mais a experiência é fator determinante para que o individuo torne-se cliente de uma empresa. Por isso, desde 2017, a Aliar traz para a Serra Gaúcha em parceria com a Sua Consultoria a capacitação Os conceitos Disney para excelência em atendimento e serviços ministrada pela Facilitadora Jacqueline Gomes, certificada pelo Disney Institute.

Durante este período já foram realizadas turmas nas cidades de Caxias do Sul, Nova Petrópolis e Canela, capacitando mais de 190 pessoas no método que é referência mundial em excelência. Para encerrar 2018 duas turmas aconteceram nos meses de Novembro (27 e 28/11 em Caxias do Sul) e Dezembro (03, 04 e 05 em Nova Petrópolis).

Pensar estrategicamente como sua empresa se relaciona com seu cliente, é muito mais do que olhar para o atendimento que seus colaboradores desempenham na relação cliente e empresa. É olhar para sua estratégia e desenhar um método para que o atendimento seja condizente com as suas diretrizes.

Assim, ter como referência o método Disney para Excelência em Atendimento e Serviços é um passo importante para o aperfeiçoamento da experiência que você pode proporcionar ao cliente.

Saiba mais sobre a capacitação Os Conceitos Disney para Excelência em Atendimento e Serviços:  https://www.aliarconsultoria.com.br/aliar-disney e solicite informações.

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Home office como estratégia para geração de resultados

Por Rosani Coelho

Vivemos o início de uma nova era, onde a complexidade, a ambiguidade e a subjetividade são atores presentes nas organizações, proporcionando um ambiente de aprendizado e estratégias aplicáveis a cada negócio. A revolução móvel está em andamento e já provoca mudanças na forma como vivemos e trabalhamos. É um futuro repleto de descobertas e de grandes transformações, que impacta empresas de todos os portes e setores.

O termo “modernidade líquida” é cada vez mais atual, já que remete a um momento de grande instabilidade e volatilidade, com rápido avanço das tecnologias digitais e de novas formas de comunicação. Tudo isso tem alterado significativamente os modelos de negócios e as formas de trabalho: o foco é “no que você faz” e não mais “onde você faz”.

O objetivo de tudo isso para as empresas é reduzir ou eliminar custos desnecessários, gerar mais produtividade, se relacionar melhor com seus clientes, construindo alternativas de geração de valor para todas as partes que compõem o ecossistema de negócios.

Nesse contexto, uma das estratégias adotadas pelas empresas para gerar mais resultados é o modelo de trabalho Home Office (home = lar; office = escritório). Esse formato tem crescido muito nos últimos anos e é uma prática ou modelo empresarial onde o trabalho é desenvolvido em um espaço alternativo ao escritório da empresa, de forma integral ou periódica.

No Brasil, a prática ainda é recente, mas apresenta tendência de crescimento. Segundo dados da última edição da Pesquisa Home Office Brasil, 20% das empresas pesquisadas adotaram o modelo de trabalho há menos de um ano, 60% entre um e cinco anos e 20% o utilizam há mais de cinco anos. Alguns dados interessantes:

· 37% das empresas pesquisadas possuem a prática de home office;

· 85% dessas empresas apontam como principal ganho da prática o aumento da satisfação e do engajamento dos colaboradores;

· 66% das empresas consideram a modalidade de home office como ferramenta para enfrentar épocas de crise econômica;

· 23% das empresas praticantes promoveram redução de espaço físico nos últimos dois anos;

· 80% das empresas praticantes implantaram a modalidade de home office nos últimos 5 anos;

· 89% das empresas utilizam a prática como estratégia para atração de colaboradores.

Há também outros aspectos relevantes que impactam na estratégia das empresas a partir da adoção da modalidade, como otimização de processos internos, retenção de colaboradores, sincronismo de atividades e disponibilidade de acesso entre equipes de diferentes localidades, e viabilização e/ou manutenção de planos e estratégias de negócio.

Para as empresas pesquisadas, as frases que melhor definem o modelo de home office são:

· 71% – gerenciamento baseado em resultados, em vez de presença física;

· 66% – é necessário o uso adequado da tecnologia;

· 62% – mudança de cultura para permitir maior agilidade organizacional e inovação.

Essa nova realidade oportuniza vantagens empresariais como economia de tempo e horários mais flexíveis, porém, sempre considerando a Legislação Trabalhista (consulte seu contador a respeito). A implantação do modelo funciona muito bem em determinadas áreas tais quais criação, TI, vendas, marketing, atendimento ao cliente e gestão de projetos, por exemplo.

A economia em gastos com estrutura e transporte também podem ser significativas. Tudo isso gera otimização nas atividades e impacta em custos menores para os produtos e serviços, e assim aumenta a competitividade. Aspectos que merecem atenção estão relacionados à dificuldade para realizar a sucessão nas funções caso seja necessária uma transição e a interferência de assuntos domésticos nos assuntos profissionais.

Em termos pessoais e profissionais também há vantagens e desvantagens. Entre os aspectos positivos estão um melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho a partir da flexibilidade para realizar as atividades, com maior independência e liberdade profissional, oportunizando a escolha e definição do próprio horário de trabalho, desde que em consenso com a empresa.

A redução do tempo com deslocamento e o estresse decorrente do trânsito se tornam menores, assim como a possibilidade de reduzir os custos com transporte, refeições e infraestrutura básica.

Entre as desvantagens estão interrupções indesejadas por estar em um ambiente doméstico, a perda de privacidade pessoal, a indefinição de horários de trabalho e lazer (se não houver planejamento e disciplina) e a possibilidade de excesso de carga de trabalho.

Ainda com base na Pesquisa Home Office Brasil, algumas barreiras impactam a adoção do modelo de home office:

· Conservadorismo da direção;

· Aspectos de segurança da informação;

· Aspectos legais;

· Gestão das atividades em ambiente externo;

· Aspectos tecnológicos e de infraestrutura.

Para implementar a prática, é importante a participação ativa e apoio do RH, com a criação de um modelo para que esse formato de trabalho seja eficiente e eficaz. Algumas dicas para um modelo de sucesso:

· Sensibilize a equipe para o novo formato;

· Faça um piloto para testar o modelo;

· Selecione as pessoas certas, pois nem todas possuem o perfil adequado para esse tipo de trabalho;

· Tenha escopo das funções para adotar o modelo de home office e clareza do trabalho e entregas que devem ser realizados;

· Oriente os colaboradores para a necessidade de ter disciplina e foco e ter atitudes necessárias para não perder o foco;

· Treine os colaboradores para o novo formato: como se organizar, como evitar interrupções, sigilo, confidencialidade das informações, por exemplo;

· Adote um modelo de gestão diferenciada e tenha ferramentas para gerir o modelo: relatórios, automatização via login de usuário, política de remuneração para o modelo;

· Utilize ferramentas de compartilhamento: WhatsApp, Share Point, Slack, Hangout, entre outros;

· Avalie a performance: cumprimento de metas, desempenho, nível de entrega dos trabalhos;

· Realize reuniões de trabalho presenciais em momentos específicos;

· Estimule a gestão por resultados em vez do gerenciamento de presença.

O sucesso dessa prática está na gestão compartilhada entre empresário, RH, gestores e colaboradores, onde os primeiros atribuem responsabilidades, incentivam a autogestão, inspiram, acompanham e entusiasmam. Por sua vez, o colaborador pratica um trabalho responsável, cria, inova, executa atividades, entrega e contribui para a construção de um novo futuro, repleto de desafios e oportunidades.

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O empreendedorismo da mulher brasileira tem muita história

Por Daiane Catuzzo

No mês em que se comemora o Dia do Empreendedorismo Feminino – 19 de novembro – quero trazer algumas reflexões sobre esse tema tão atual, mas sob um viés diferente: relembrar algumas mulheres empreendedoras que marcaram a História do Brasil, muitas vezes esquecidas e tão pouco valorizadas.

Maria Quitéria

Você já ouviu falar de Maria Quitéria? Em muitos livros de História, é considerada a Joana D’Arc Brasileira. Baiana, nascida em 1792, foi a primeira mulher a fazer parte do Exercito Brasileiro.

Enfrentou seu pai, fugindo de casa para poder participar de forma ativa nas lutas pela Independência do Brasil. Ela tinha grandes habilidades para a luta e para a utilização de armas de fogo. Recebeu a condecoração da Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul.

Imperatriz Leopoldina

Maria Leopoldina Josefa Carolina, conhecida como a Imperatriz Leopoldina, teve educação exemplar, se destacava pela boa articulação política e estava sempre atenta ao que acontecia à sua volta. Teve um papel importante para a Independência do Brasil.

Junto com José Bonifácio, a Imperatriz Leopoldina percebeu a ameaça de guerra de algumas províncias contra o Império. Leopoldina e Bonifácio então convenceram Dom Pedro I a ficar no Brasil e declarar a Independência. Porém, quem assina o Decreto foi a Imperatriz Leopoldina, já que naquele momento ela era a chefe do Conselho de Estado, e não o Imperador.

Anita Garibaldi

Outra grande mulher da História brasileira foi Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva, que se tornou conhecida com o nome de Anita Garibaldi. Apelidada de “heroína dos Dois Mundos”, Anita teve uma atuação importante tanto no Brasil, quanto na Europa.

Sua história empreendedora começa quando abandona o marido para lutar na Guerra dos Farrapos, em 1839. Casou novamente, com Giuseppe Garibaldi, com quem enfrentou exércitos, foi capturada, fugiu, passou quatro dias sem comer e beber, tudo isso grávida– uma enorme quebra de padrões para a sociedade da época.

Todas essas mulheres que marcaram a nossa História acreditaram em seus ideais, souberam articular com seus pares, sejam eles homens ou mulheres. Foram atentas aos detalhes, usaram sua sensibilidade para tomar decisões.

Hoje a realidade é outra, mas as características empreendedoras que moveram essas mulheres fantásticas precisam continuar presentes e adaptadas para os novos tempos. O empreendedorismo feminino precisa ser fortalecido: mais mulheres precisam se apropriar de seus desejos e buscar o que almejam, sem impor limites a si mesmas.

É importante ter consciência de que o ambiente empresarial impõe desafios, às vezes até preconceitos. Mas será que os obstáculos que enfrentamos hoje são tão mais desafiadores que aqueles que essas mulheres relevantes da nossa História enfrentaram? Ouso dizer que, naquela época, era ainda mais complicado do que nos dias atuais. Porém, elas não se acomodaram diante das imposições que foram colocadas, preferindo ser firmes e convictas no que buscavam e acreditavam. Que sirvam de exemplo para as empreendedoras brasileiras do século 21.

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Aliar conduz Planejamento Estratégico da Criamigos

Inaugurada no dia da criança de 2016, na cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, a Criamigos é mais que uma loja, é um sonho lúdico de criação de seu amigo ou amiga de pelúcia. Num mundo que valoriza muito as relações virtuais e jogos eletrônicos, a Criamigos resgata o valor da relação entre a criança e seu brinquedo preferido.

E tudo começa pela interatividade. Desde a escolha de qual animalzinho de pelúcia, que envolve vários tipos, cores, pelagens e texturas, passando pela mensagem de som que ele irá reproduzir até a definição de seu figurino, com centenas de possibilidades de combinações entre roupas, calçados e acessórios. Essa experiência gera um vínculo da criança com o brinquedo e marca uma memória afetiva. acesse: criamigos.com.br

A empresa buscou a Aliar, pois estava buscando organizar suas ações e planejar seu futuro, já possuía um processo de franquia estruturado e muitas ideias, que precisavam ser direcionadas para alcançar resultados sustentados.

Atualmente, a empresa já conta com o processo de franquia estruturado e está em busca de novos franqueados, até o final de 2018 terá sete lojas em operação no Brasil e mais o e-commerce. Além disso, a Criamigos disponibiliza também uma estrutura “móvel” onde leva sua fábrica de ursos para festas e outros espaços que desejam estes serviços, o que garante uma exclusividade aos contratantes.

As atividades de planejamento estratégico foram conduzidas pela Aliar e objetivaram estabelecer e alinhar as estratégias a serem desenvolvidas pela Criamigos, para o horizonte 2018/2021, promovendo a integração e alinhamento das ações e das partes interessadas, tendo como foco resultados de curto, médio e longo prazo.

Segundo Veronicah Sella , diretora da empresa: “Foi crucial a consultoria, para colocar no papel, organizar as ideias e para que as coisas começassem a acontecer.

A principal mudança foi percebida através da definição do nosso propósito que é “espalhar amor em forma de pelúcia”, foi então que as negociações, contratações e comunicações puderam ser desenvolvidos junto do nosso planejamento.”

É importante destacar que a gestão estratégica é um processo contínuo e auxilia as empresas a suprir uma das principais dificuldades apresentadas pelas organizações, que é ter uma visão mais a longo prazo do seu negócio, olhando para todo o ecossistema em que está inserido.

Para Veronicah “Um ponto positivo que preciso destacar sobre a consultoria da Aliar e da Daiane Catuzzo, consultora que nos acompanhou, é a experiência e a visão de mercado, pois nos trouxe indicadores, exemplos, trocas com outras empresas e essa conexão que é feita durante o trabalho e que vai além do planejamento estratégico é fundamental para o desenvolvimento do trabalho. A consultora possui uma coerência profissional, em sua preocupação de acompanhar as etapas de execução e auxiliar no desenvolvimento das etapas da consultoria.”

Não podemos falar de planejamento sem ressaltar a importância da execução, pois traçar as estratégias é fundamental, mas colocá-la em prática é essencial para atingir os objetivos estratégicos traçados.

Entre em contato com a Aliar e saiba mais sobre as consultorias em estratégias pelo e-mail aliar@aliarconsultoria.com.br

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Por que ter um plano é importante! Vamos começar 2019 com o pé direito!

Por Rosani Coelho

Você conhece J. K. Rowling que escreveu Harry Potter? A escritora planejou por sete anos antes de começar a escrever o primeiro capítulo do livro. Hoje, Harry Potter é um dos livros mais lidos de todos os tempos. De forma estruturada, o primeiro livro serviu como um meio para direcionar os leitores para todos os outros e para os filmes que vieram em seguida. Foi um plano de longo prazo e continua fazendo sucesso! Cada livro é uma continuação do livro anterior, numa sequência lógica. Algo pensado e não escrito ao acaso.

George Lucas, autor do filme Guerra nas Estrelas planejou seis filmes antes de criar a saga. Quase 50 anos depois, Star Wars é um dos filmes mais assistidos no mundo inteiro.

Se como estes dois exemplos você planejar o que pretende para o seu negócio para daqui 1, 3 ou 5 anos, estará posicionando sua empresa para mudar de patamar e colher resultados surpreendentes.

Agora pense em outro exemplo: você contrata um profissional para construir a sua casa e lhe diz não precisamos de um projeto, eu sei exatamente o que precisa ser feito. Como será a casa que lhe será entregue? Quando se constrói uma casa, há um projeto, um plano a ser seguido para que tudo seja feito de acordo e a entrega seja o mais perfeita possível.

Há duas características identificadas pela ciência e que podem contribuir muito no desafio de executar um planejamento:

Auto-eficácia – crença em sua própria capacidade de atingir seus objetivos. Pense em “confiança”.

Lócus interno de controle – você, e não as circunstâncias externas, determina os resultados de sua vida.

Pessoas com estas características estabelecem metas desafiadoras, assumem papéis de liderança, são motivadas, possuem visão otimista do futuro, tem alto desempenho no trabalho e são altamente engajados.

Eu sei que planejar o futuro é difícil, vivemos um momento único, em um mundo em constante mudança. Não é possível prever tudo, mas ao definir um rumo você estará muito mais próximo de chegar ao sucesso.

“Permaneça comprometido com suas decisões, mas seja flexível em sua abordagem” é uma frase do autor e estrategista Tony Robbins e com a qual concordo totalmente. A maioria das pessoas não toma decisões comprometidas e pensa em alcançar seus objetivos e é por isso que poucas conseguem realizar o que planejaram. Quando você está “pensando” em alcançar um objetivo, pode criar desculpas, encontrar razões e situações para que ele não possa ser alcançado. Mas quando há comprometimento, você faz o que precisa ser feito para realizar o que planejou.

Que o mundo está mudando e que há fatores que não conseguimos controlar, é uma verdade, mas quem tem o controle de sua vida, do seu negócio e dos seus resultados é Você. E a escolha é sua entre crescer e ser mais competitivo ou morrer e deixar o espaço aberto para que outros ocupem o sue lugar. Quando não se tem um plano definido, as ações acontecem de forma desordenada e aconteça o que acontecer você estará pronto para nada em particular.

A decisão mais importante que você pode tomar hoje é a de criar um bom plano para sua empresa crescer e ter cada vez mais sucesso no mercado. Este plano deve conter o suficiente para que você possa executá-lo e acompanhá-lo, medindo sua evolução e a conquista de seus objetivos.

Entre em contato com a Aliar e saiba mais sobre as consultorias em estratégias pelo e-mail aliar@aliarconsultoria.com.br

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O papel da mulher no comportamento de consumo dos brasileiros

por: Daiane Catuzzo

“Entender o seu cliente é fundamental para qualquer empresa nos dias de hoje”. Esse é o tipo de sugestão que você pode encontrar em qualquer site de economia e negócios atualmente. No entanto, entender as nuances e particularidades do seu público-alvo é o que realmente pode fazer a diferença para sua empresa sair na frente em uma época em que o consumidor está mais exigente, e as marcas disputam espaços na mente de consumidor de forma acirrada. Nesse contexto, a mulher merece uma avaliação à parte.

De acordo com pesquisa realizada pela agência de publicidade J. Walter Tompson em 2016, a mulher é responsável por 61% das decisões de compra dos lares brasileiros – e em apenas 3% dos lares os homens decidem sozinhos. Portanto, entender o comportamento da mulher no momento de consumo é muito importante para qualquer marca, como reforçam Popcorn e Marigold (2000, p.31): “as mulheres não compram marcas, aderem a elas”. Características típicas do universo feminino reforçam esse comportamento, afinal, desde a infância as mulheres desenvolvem talentos mais sociais, enquanto os homens são estimulados à competitividade.

Em 2016, a empresa de pesquisas Nielsen também realizou um levantamento para entender o comportamento de consumo da mulher brasileira, focando em três grupos de produtos: bebidas, mercearia (consumo rápido) e artigos de beleza. O estudo identificou três grupos distintos de mulheres:

– As despojadas: representam 16,7% da população e gastam acima da média com produtos alcoólicos, além de consumir itens mais caros – o que indicou um grande potencial para a venda de bebidas premium;

– As práticas: são 56,4% da população feminina e gastam mais com produtos de consumo rápido, encontrados em mercearias. Compram mais no meio da semana e no item chocolates compram mais do que os homens;

– As vaidosas: representam 36,4% das mulheres e gastam 48% acima da média com cuidados pessoais, além de terem uma frequência maior de compra, cerca de 17% acima das demais. Elas têm aderência a promoções que apresentem uma vantagem clara para elas, como combos de produtos.

Além de olharmos para esses dados e definirmos estratégias para a venda de produtos, focados no consumo pessoal ou da família, não podemos esquecer que elas também passaram a ter um papel fundamental nas compras B2B (de empresa para empresa). Pare para pensar: quantas empresas você visitou nos últimos meses e a decisão de compra foi feita por elas? Eu tenho visto isso cada vez mais, algo que me leva a entender que o processo de compra e venda B2B está passando por transformações, mesmo que o mundo corporativo ainda apresente um peso masculino maior nas decisões de compra.

O que muda no contexto de mercado a partir da análise de dados como os mencionados acima? Um bom insight que podemos tirar é que a mulher usa mais sentidos e vê um quadro mais amplo para tomar decisões de compra, assim como consegue transferir informações de um hemisfério para o outro do cérebro mais rapidamente, compilando informações e consequentemente tomando a decisão de forma mais ágil. Ela também se relaciona mais com as emoções – isso significa que imagens ou situações conectadas com suas emoções auxiliam na tomada de decisão. Cada vez mais, é crucial compreender o que leva os consumidores a tomarem decisões e adaptá-las para o seu negócio. Parece tarefa fácil, mas sabemos que não é. Conectar-se com ele e estar cada vez mais perto é uma das formas mais eficientes de compreender quem é, de verdade, o seu cliente.

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Capacitação os conceitos Disney para excelência em atendimento e serviços chega a 7ª turma na Serra

Inscrições para a capacitação “Os conceitos Disney para excelência em atendimento e serviços” em Caxias do Sul já está disponível.

O atendimento precisa ser visto de forma estratégica pelas empresas, pois cada vez mais a experiência é fator determinante para que o individuo torne-se cliente de uma empresa. Por isso, desde 2017, a Aliar traz para a Serra Gaúcha em parceria com a Sua Consultoria a capacitação Os conceitos Disney para excelência em atendimento e serviços ministrada pela Facilitadora Jacqueline Gomes, certificada pelo Disney Institute.

Durante este período já foram realizadas seis turmas nas cidades de Caxias do Sul, Nova Petrópolis e Canela, capacitando mais de 150 pessoas no método que é referencia mundial em excelência. Para 2018 estão previstas mais duas novas turmas acontecerão nos meses de Novembro (27 e 28/11 em Caxias do Sul) e Dezembro (03, 04 e 05 em Nova Petrópolis).

Segundo, Madson Belkmont da TOTVS, participante de uma das turma de Caxias do Sul, “O treinamento incentiva a pensar fora da caixa e pensar em maneiras de melhorar os processos dentro da empresa”. Ainda sobre a capacitação Bibiana Sasso da HYVA, reforça que “A estrutura do curso é ótima, faz pensar e surgem muitas ideias, o material é de qualidade e a instrutora é simpática e empática.”

Pensar estrategicamente como sua empresa se relaciona com seu cliente, é muito mais do que olhar para o atendimento que seus colaboradores desempenham na relação cliente e empresa. É olhar para sua estratégia e desenhar um método para que o atendimento seja condizente com as suas diretrizes.

Assim, ter como referência o método Disney para Excelência em Atendimento e Serviços é um passo importante para o aperfeiçoamento da experiência que você pode proporcionar ao cliente.

Acesse nossa agenda e saiba mais sobre a capacitação Os Conceitos Disney para Excelência em Atendimento e Serviços:  http://aliarconsultoria.com.br/cursos_int.php?id=97#inicio

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Inovação em foco: diferenciais para seu negócio

A última edição do Bom dia TI em Bento Gonçalves, realizada pelo Trino Polo (APL de TI da Serra Gaúcha), teve como tema “Como despertar o espírito inovador na sua empresa”. Para abordar o assunto, foi convidado o consultor da Aliar, Alexandre Dal Pai Tessari. A escolha deste tema faz conexão com o evento anual da entindade, o Innovation Day, que está em sua sexta edição e ocorrerá nos dias 16 e 17 de agosto. No dia 17, pela manhã, Alexandre ministrará o curso “Gestão de times inovadores” dentro do evento.

Alexandre apontou 3 pilares que sustentam a inovação dentro das empresas. O primeiro, é o acesso à informação de qualidade por todas as pessoas, corroborando o por quê é importante inovar. O segundo, é o poder de execução, de maneira estruturada e planejada, com auxílio de métodos e ferramentas. O terceiro pilar é a cultura, responsável pelo dito, e principalmente, pelo não dito dentro das empresas. Existem 5 passos que ajudam a trabalhar a cultura da inovação dentro das empresas:

1- Entender por quê a empresa precisa inovar: diferentes razões demandarão diferentes ações, métodos, recursos, tempo.. 2- Qual o papel que a inovação terá na estratégia da empresa? 3- Criar o ambiente da empresa que gere as atitudes e os resultados esperados dentro do âmbito da inovação: autonomia, multidisciplinaridade, sensibilização, rotinas, motivações, clareza e transparência.. 4- Engajar as pessoas: Ambiente propicio + informação + motivações pessoais alinhadas com o propósito da empresa = pessoas engajadas com a causa da empresa em inovar 5- Dar as ferramentas para inovar: como as ideias serão geradas, selecionadas, avaliadas e transformadas em inovações.

Trabalhando estes 5 pontos, de maneira continua, fica muito mais fácil entender, despertar e trabalhar a inovação dentro da sua empresa, e consequentemente, beneficiar-se dos resultados que apenas quem é inovador de verdade consegue atingir.

A Aliar é apoiadora do 6º Innovation Day: “A Convergência de IOT, IA e Big Data influenciando os resultados dos negócios”, que ocorrerá nos dias 16 e 17/agosto, em Caxias do Sul/RS, participe e amplie seu conhecimento sobre inovação. Para mais informações acesse:

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Gestão Financeira é trabalhada na Boccati Vinhos

Condução de consultoria financeira é realizada pela Aliar.

Sediada em Caxias do Sul, a Boccati Vinhos, oferece a seus clientes de todo Brasil uma variada gama de vinhos, produtos de fabricação própria e personalizáveis, opções diferenciadas de presentes com uma loja física, além do e-commerce. Conheça mais da empresa acessando o site www.boccati.com.br

A empresa alcançou resultados expressivos ao longo de seus mais de 20 anos de atuação. Para dar continuidade a este crescimento, com eficiência e eficácia, buscou-se através da consultoria financeira implementar e aprimorar a Gestão Financeira, conscientizando a todos de que este é um dos principais instrumentos de gestão do negócio.

As atividades foram conduzidas pela Aliar, no período de Janeiro a Junho de 2018, promovendo a integração e alinhamento das ações e das partes interessadas, tendo como foco resultados de curto, médio e longo prazo.

Para Júlio D’Agostini diretor da Boccati, “a consultoria financeira realizada pela Aliar, foi importante, pois trouxe um olhar externo através do consultor e da sua expertise e alertou para as carências e dificuldades encontradas no cotidiano da empresa. As principais mudanças observadas estão relacionadas às rotinas dos funcionários, pois através da consultoria puderam se conscientizar sobre as mudanças que eram necessárias para o aumento do rendimento dos seus setores de atuação dentro da empresa.

Júlio reforça ainda que as mudanças são fundamentais, pois a busca constante pelo conhecimento que ocorrem através do apoio de experts, possibilitam a qualificação pessoal do individuo e neste sentido sente que a consultoria auxiliou no seu desenvolvimento, bem como no da empresa.

Júlio finaliza dizendo que outras empresas que contratarem os serviços da Aliar terão uma melhoria no seus resultados, uma vez que um olhar externo garante um diagnóstico das melhorias que são possíveis, auxilia na gestão do tempo empregado nos processos, além de uma conscientização dos pontos fundamentais que devem ser trabalhados a fim de gerar economia nos custos e melhoria nos processos.

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O desafio de ser consultor

Em lembrança ao dia mundial da consultoria 26/06 promovemos um diálogo com alguns consultores, confira:

No dia 26 de junho comemora-se o dia do consultor, data que atenta para uma das práticas profissionais mais desafiadoras do mercado, uma vez que conhecimento e habilidades são primordiais por parte dos profissionais que atuam na área, frente as constantes mudanças organizacionais.

Nós conversamos com alguns de nossos consultores sobre o que é ser consultor e suas experiências com consultoria.

Para Gilca Marchesan, que atua há mais de 12 anos como consultora e facilitadora na área de marketing e comercialização em parceria com a Aliar, “Ser consultor é, com humildade e respeito aos saberes, ajudar aos empresários perceber as mudanças necessárias para a evolução dos negócios. É provocar reflexões que levem ao aprendizado e a identificação de caminhos. É contrapor situações buscando identificar alternativas de fazer melhor ou produzir resultados diferentes. É rever processos e auxiliar na implantação de ferramentas que simplifiquem e facilitem a gestão. E também é ajudar ao empresário a olhar para seus comportamentos e competências que impactam no dia a dia da empresa. É multiplicar saberes, aprender, ensinar e reaprender sempre. Consultoria tem Início, meio e fim. Não pode causar dependência da empresa pelo Consultor. Ajuda aos empresários na identificação de oportunidades de melhorar seus resultados, solucionar problemas e conduzir situações. Busca a evolução e o crescimento.”

Consultor na área de Inovação, Alexandre Tessari, que é aluno do Integramente 2018, reforça que “O profissional da consultoria é elemento chave para o mundo dos negócios, pois traz uma visão exterior para dentro das empresas, livre de vícios e mais diversa, agregando valor ao poder de decisão dos administradores da empresa. Afinal, ser consultor é transmitir conhecimento, experiencia e confiança, de maneira transparente e imparcial, sempre focada em resultados positivos para o cliente”.

Para a Consultora Andressa Urbim, que atua há 7 anos, especialista em marketing e finanças “este profissional é extremamente importante no mundo dos negócios, pois, além do conhecimento aprofundado e da capilaridade de atuação em diversos segmentos e portes de empresas,auxilia os envolvidos a chegar no objetivo desejado de forma planejada e coerente.” A Aliar trabalha com ações focadas para o desenvolvimento de consultores e facilitadores por entender que o mercado precisa cada vez mais profissionais preparados para esta profissão.

Para a diretora da Aliar Daiane Catuzzo “ser consultor é estar em constante evolução, é aprender, desaprender e reaprender o tempo todo, já que este profissional é responsável por levar o conhecimento de ponta aos seus clientes, mas sempre pautado pela personalização, já que nem todas as soluções servem para todos, mas sim cada organização tem sua cultura e sua forma de atuação, o que exige um olhar apurado e sistêmico para cada cenário.

De olho nessas tendências do mercado a Aliar organiza anualmente o Meeting de Consultores, encontro que chega a sua 5ª edição e ocorrerá no dia 14 de setembro de 2018. Com a presença de diversos experts na área, trará temas relevantes para quem atua como consultor e facilitador, desde aspectos relacionados a tendências de consultoria, do mundo dos negócios e da visão do cliente sobre a prestação destes serviços.

E para as empresas, a Aliar conta com profissionais de ponta na área de consultoria e educação empresarial, trazendo as últimas tendências mundiais no segmento e antecipando novas técnicas e metodologias que geram resultados para seus clientes. Sobre o Integramente: https://conteudo.aliarconsultoria.com.br/integramente

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Aliar conduz Planejamento Estratégico da Vale das Vinhas

Em um ambiente cada dia mais competitivo onde as fronteiras com os concorrentes e clientes inexistem, as organizações precisam pensar a longo prazo, planejar seus passos presentes pensando em atingir os resultados futuros.

A Vale das Vinhas Turismo está localizada em Bento Gonçalves na Região da Uva e Vinho/RS. Presente no setor de turismo receptivo, exerce atividades de comercialização de pacotes turísticos para particulares e grupos nos diversos roteiros e atrativos da região. Oferece serviço de transfer para eventos, reservas em hotéis, locação de automóveis, atendimento especializado no segmento de enoturismo, passagens aéreas e pacotes nacionais e internacionais. Conheça mais a empresa, acessando: www.valedasvinhastur.com.br

A agência alcançou resultados expressivos ao longo de seus 19 anos de atuação. Para dar continuidade a este crescimento, com eficiência e eficácia, buscou-se através do planejamento definir suas estratégias de acordo com as novas realidades de mercado, cujo consumidor já possui novos hábitos e a tecnologia vem para transformar todos os setores econômicos. As atividades foram conduzidas pela Aliar e objetivaram estabelecer e alinhar as estratégias a serem desenvolvidas pela Vale das Vinhas, para o horizonte 2018/2021, promovendo a integração e alinhamento das ações e das partes interessadas, tendo como foco resultados de curto, médio e longo prazo.

Segundo Sabrina Spiandorello Cardoso, diretora da empresa: “A Consultoria através da Aliar foi muito importante para nossa empresa na elaboração do planejamento estratégico e organização interna de nossas ações. Este trabalho nos proporcionou um crescimento pessoal e profissional traçando de forma clara e objetiva as diretrizes a seguir. Conseguimos identificar as nossas forças e fraquezas, bem como as oportunidades e ameaças, traçando as estratégias a serem adotadas.”

A gestão estratégica é um processo contínuo e auxilia as empresas a suprir uma das principais dificuldades apresentadas pelas organizações, que é ter uma visão mais a longo prazo do seu negócios, olhando para todo o ecossistema em que está inserido.

Para Sabrina as “principais mudanças percebidas foram organização dos processos internos, implantação do setor comercial e organização do setor financeiro. Recomendamos a Aliar Consultoria, pois conta com profissionais experientes e capacitados que irão auxiliar no crescimento ordenado de sua empresa.”

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EMPODERAMENTO – uma contribuição para maior autonomia do coachee

Por: Simone Kramer (consultora e professora do Integramente da Aliar)

Para Paulo Freire empoderamento é: “A capacidade de o indivíduo realizar por si mesmo, as mudanças necessárias para evoluir e se fortalecer”. 

O educador foi um dos primeiros brasileiros a traduzir o termo “empowerment”.

Nestes quase dez anos em que temos atuado como Coach Executivo e Empresarial (CoEE) pudemos perceber que na maioria dos profissionais que se tornaram Coachees (o cliente do Coach) que poucos parecem ter consciência plena das características ou competências que contribuíram para que chegassem até onde se encontravam naquele momento e quando reconheciam alguns não a identificavam como diferencial para que tenham obtido os resultados até ali alcançados. Nossa intenção neste artigo é compartilhar algumas vivências e fazer algumas reflexões sobre algumas possibilidades para que isto ocorra e a importância no empoderamento e consequente autonomia do nosso cliente.

No papel de Coach e ao começar atender um novo Coachee solicitamos, em grande parte dos casos, nos focamos em conhecer um pouco mais sobre este profissional sugerindo que nos conte sua trajetória e as escolhas que vem fazendo até este momento. Além de contribuir no estabelecimento de uma relação de confiança auxilia também no entendimento dos caminhos que vem realizando. 

Durante estes relatos começamos a levantar hipóteses das características e competências que vão surgindo nesta construção ainda que neste momento não as compartilhemos com o mesmo. Na continuidade convidamos a fazer reflexões que possibilitem estabelecer conexões entre as atividades exercidas aos comportamentos e competências que vão se estabelecendo. Abordagem que tem tido eficácia, pois diante deste exercício vão se dando conta das características que têm apresentando e passam a reconhecer o seu valor e com isto vão se apropriando do que lhes “pertence”, ou seja, a capacidade de construir uma carreira. Ao mesmo tempo percebemos que ao se tornarem consciente de seus atributos ficam perplexos, o que de alguma forma corrobora que até o momento isto não era de seu conhecimento. 

Vamos relatar alguns diálogos de casos atendidos onde pretendemos demonstram o que vimos abordando como por exemplo no caso de Jéssica (*), profissional que teve experiência por alguns anos na gestão de pessoas, em países do Oriente, com culturas adversas e onde teve reconhecimento por sua contribuição e ao retornar não se sente em condições de pleitear uma oportunidade de estágio em RH. Quando lhe sugiro que identifique que características estavam presentes nas atividades que realizou profissionalmente, nas suas tarefas, na condução de pessoas, Jéssica aceita e no outro encontro diz: – Eu jamais tinha me dado conta destas características em mim e onde elas estavam presentes nas atividades que eu exercia! Sinto que preciso pensar mais sobre isto pois me auxilia que me sinta mais preparada para uma entrevista de trabalho. Recorro também ao caso que aqui chamarei de Wanda (*). Ainda no primeiro encontro, quando relatava sua trajetória profissional citou que ingressou na empresa como recepcionista e que era agora, dez anos depois uma Diretora. 

Não tendo percebido nenhum entusiasmo, orgulho ou reconhecimento pela sua conquista perguntamos: “Tu vez algum valor nesta conquista?” e responde: – Não. Pergunto: – Estas dizendo que entraste como recepcionista e dez anos depois és uma diretora de destaque (comentou também que quando uma unidade de negócio estava com dificuldades pediam a ela para assumir e “colocar a casa em ordem”) e que isto não tem valor? Wanda perplexa me responde: – Sabe que nunca tinha me dado conta disto? Sua motivação para o Processo era fazer uma transição de empresa. Durante os encontros foi preferindo desenvolver algumas competências na gestão de pessoas e ao final disse que não sairia por hora. Um ano depois retorna e diz: – Agora quero sair e faz seu movimento profissional com tranquilidade. 

Em outro caso temos João (*), com 20 e poucos anos e que nunca tinha trabalhado. Veio com o objetivo de iniciar uma vida profissional. Com ensino médio completo não sabia o que queria e disse: – Eu não sei o que quero fazer mas não quero cursar nenhuma faculdade será que consigo ser algo? Como já tinha trazido o fato de seu pai ser um profissional de muito sucesso e empenho, perguntamos: – Quem disse que para ter uma carreira precisa ter nível superior? E responde: -Ninguém. 

Junto com a resposta percebo uma expressão de alívio e complementamos: – Acreditas que tenha algo que não possas fazer para te qualificar? Responde: – Acredito que não. Passamos a perceber que João vai se dando conta de que suas possibilidades dependem de suas escolhas e da posterior atitude. Na sequência seu processo se focou em levantar possibilidades e avaliá-las e concluiu o Coaching tendo ingressado como um analista administrativo em uma Clínica, tendo que lidar com gestão de alguns funcionários e com isto enfrentando seu perfil mais reservado. Há dois meses João (*) volta e conta estar casado, formado no nível superior e com aspirações de uma carreira política. Hoje está no cargo de gestão e fala que contratou pessoas para que se dedique mais ao estratégico. Além das realizações alcançadas percebe-se em João uma postura mais segura, uma fala mais assertiva. Maior empoderamento. 

Embora tenhamos compartilhado três casos, reflexões como estas e perplexidade diante da tomada de consciência por parte do Coachee acerca de suas caracterpísticas comportamentais são observados em um grande número de clientes o que nos faz refletir: Porque estamos sempre mais focados em olhar o que nos “falta”? Porque se apresenta tanta dificuldade de nos apropriarmos de nossas virtudes? Temos ideia de que a resposta seja bem mais complexa do que aqui abordamos, mas nos faz imaginar e observar que talvez pouco sejamos orientado e estimulados a reconhecer em nós nossas capacitações. As empresas constantemente tem investido no desenvolvimento dos líderes para que, dentre outras habilidades, estejam melhor habilitados a dar e receber feedback e assim se torne uma prática comum. Ainda que não o seja.

De outro lado temos o ambiente e os aspectos culturais onde dizemos ou ouvimos: “…não fazes mais do que tua obrigação”; “A única coisa que fazes é estudar!”, “Ganha teu salário para fazer o que fazes e bem feito!” e assim por diante. A cultura pela qual estamos permeados é a do reconhecimento? O pouco que a literatura aborda sobre o tema do empoderamento, seja no Coaching ou na Pedagogia encontramos citações sobre a obra de Paulo Freire e vamos utilizá-la pois sua abordagem vem ao encontro do que acreditamos como objetivo do Processo de CoEE: a autonomia. 

Empoderamento implica conquista, avanço e superação por parte daquele que se empodera (sujeito ativo do processo), e não uma simples doação ou transferência por benevolência,como denota o termo inglês empowerment, que transforma o sujeito em objeto passivo “(SCHIAVO e MOREIRA, 2005)”. Pode-se dizer que Paulo Freire criou um significado especial para a palavra Empoderamento no contexto da filosofia e da educação/desenvolvimento, não sendo um movimento que ocorre de fora para dentro, como o Empowerment , mas sim de dentro para fora pela conquista e autoconhecimento. Pelo reconhecimento em si próprio das capacitações para enfrentar o externo. Cabe ao Coach oportunizar questionamentos que levem o Coachee a se apropriar de suas características de maneira a se fortalecer, desenvolver e aprender – isto é um dos objetivos do Coaching.

Não nos parece difícil concluir que na nossa experiência se constata o quanto o Processo de Coaching pode contribuir na melhor estruturação e na melhoria da autoconfiança através do reconhecimento das habilidades presentes em nossos clientes, mas também verificamos que ações para o desenvolvimento das lideranças nas organizações podem colaborar e dar sustentabilidade para que estas “descobertas” possam contribuir para termos profissionais mais maduros, conscientes e satisfeitos.

BIBLIOGRAFIA FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. SCHIAVO, Marcio R. e MOREIRA, Eliesio N.Glossário Social. Rio de Janeiro:Comunicarte, 2005.

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Mentoring: Compartilhando Experiências

Por: Rosani Coelho

Atualmente a prática empreendedora no Brasil vem crescendo e se desenvolvendo de forma mais planejada e consistente. O cenário da consultoria e facilitação vem se fortalecendo, em função das mudanças de mercado, que exige profissionais preparados e aptos para traduzir estrategicamente informações que possam gerar valor para os negócios. Frente à este cenário e com o surgimento de novos profissionais nesta área, assim como  àqueles que desejam renovar-se como consultores e/ou facilitadores, o Mentoring se apresenta como uma das ferramentas disponíveis para o desenvolvimento contínuo.

A origem do conceito  mentoring vem da Grécia antiga. Ao partir para a guerra de Tróia, onde permanceria por 10 anos (mas demorou mais 17 anos para retornar), Ulisses do poema épico Odisséia,  deixa seu filho Telêmaco, aos cuidados de um amigo e conselheiro chamado “Mentor”. Outro exemplo famoso é Sócrates que foi o mentor de Platão. Desde então, Mentor passou a ser sinônimo de uma pessoa que compartilha seu conhecimento, experiências e rede de contatos com alguém com menos experiência.

O Mentoring refere-se a uma relação de desenvolvimento pessoal que permite uma conversação sinérgica com o propósito de refletir sobre as experiências, tomar decisões com base em informações e agir a partir de novas  ideias geradas no processo.     

Sua realização deve ser de forma estruturada, onde o Mentor transfere conhecimentos, seguindo um método que ajude o Mentorado, a conhecer estratégias que o apoiem na realização de ações assertivas, visando alcançar os objetivos definidos.

A base do Mentoring é o autoconhecimento, seguido de um processo de análise e reflexão, originando o desenvolvimento de habilidades e competências empreendedoras.

O Mentoring oferece a oportunidade de conhecer uma pessoa da mesma área,  que trilhou um caminho que o Mentorado deseja seguir, mas que já atingiu um patamar que o Mentorado está buscando para sua carreira. O Mentor é um grande aliado, uma pessoa que irá compartilhar experiências pessoais e profissionais. O Mentorado vai adquirindo novos conhecimentos e é sua responsabilidade agir e saber qual o melhor e mais seguro caminho a seguir, a partir das orientações.

 

Características do Mentoring:

  • ser desafiador, inspirador e motivador;
  • ser uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional;
  • caracterizado por uma relação de ajuda entre o Mentor e o Mentorado;
  • prevê um acompanhamento personalizado, considerando as características individuais do Mentorado;
  • Tem caráter confidencial;
  • seu objetivo é promover a evolução do Mentorado.

Benefícios para Mentorados

  • Apoio no processo de desenvolvimento
  • Autoconhecimento para gerir melhor suas forças e fraquezas
  • Análise crítica para aproveitar as oportunidades e neutralizar ameaças
  • Identificação das lacunas de competências que deverão ser desenvolvidas
  • Oportunidade de desenvolver novos relacionamentos
  • Entendimento dos fatores chave para o sucesso da carreira
  • Desenvolvimento de novas experiências dentro do contexto da consultoria.

Benefícios para Mentores

  • Compartilhamento do conhecimento
  • Satisfação ao partilhar suas experiências
  • Contato com talentos emergentes, novos estilos, personalidades e culturas
  • Ampliação da rede de contatos
  • Oportunidade de receber feedbacks que contribuirão para seu crescimento e aprimoramento contínuo.
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Criando experiências de aprendizagem significativas

Por: Rosani Coelho

Vivemos hoje uma fase de transição da economia industrial para a economia do conhecimento, onde a criatividade e a inovação são as chaves de valor para os negócios. A forma como aprendemos, trabalhamos ou negociamos está mudando muito rapidamente, mas como transformar nossas práticas para este novo modelo?

Como consultores e/ou facilitadores do aprendizado, aperfeiçoamento de capital humano e de organizações, precisamos estar atentos às tendências emergentes que impactam toda a base de negócios: funcionários, fornecedores, clientes e todos os stakeholders.

Em geral, as pessoas são mais propensas a prestar atenção e a participar de workshops, treinamentos, oficinas ou outros formatos de capacitação quando se sentem entusiasmadas e quando percebem que os temas abordados são relevantes, aplicáveis e conectados aos seus interesses.  É preciso oferecer aprendizagem significativas e que, independente da forma como é disponibilizada, presencial, virtual ou em modelo misto sejam as ferramentas e os recursos que as pessoas precisam para acessar o aprendizado e para desenvolver papéis vitais dentro das organizações.

Ao falar em aprendizagem é importante conhecer alguns conceitos e dentre eles, o de design instrucional, que é um corpo do conhecimento voltado à pesquisa e estratégias instrucionais. Tem como foco produzir conhecimento, a partir dos princípios e métodos de instrução, considerando as abordagens mais adequadas para os diferentes tipos de aprendizagem. Fundamenta-se em diversos campos do conhecimento e atua com o planejamento, desenvolvimento, aplicação de métodos, técnicas e atividades de ensino, para facilitar eventos educacionais ou de aprendizagem, visando facilitar a aprendizagem.

As pessoas prestam atenção e se entusiasmam quando percebem o aprendizado como relevante e conectado aos seus interesses. Mas, como maximizar o interesse e o entusiasmo numa época com grande volume de informação nas mais diversas formas em que podem ser encontradas?

É aí que surge a abordagem da criação de experiências de aprendizagem relevantes e com significado, que considera o “ser humano” como centro de todo o processo. Compreender suas necessidades e a forma como podem ser atendidas possibilita a adaptação de modelos e técnicas que oportuniza o alcance de resultados, através de um método orientado por metas visando atingir objetivos concretos.

Projetar experiências de aprendizagem poderosas e relevantes pressupõe um processo criativo, onde se faz necessário pesquisar, desenhar, experimentar, testar e ajustar ao longo de todo o processo.

É necessário base conceitual e prática para desafiar-se e compreender a complexidade da experiência que se está criando e adotar abordagens completas e inovadoras que cumpram o objetivo a que se propõe a solução.

Dicas:

Vá além da aprendizagem formal

Busque novas opções de aquisição e principalmente de aplicação do conhecimento. Leia livros, participe de palestras, programas, cursos e workshops. Converse com outras pessoas, encontre um mentor.

Seja sempre um aprendiz

Nunca pare de aprender e seja você mesmo um aprendiz; assim, você poderá se conectar com seu público e entendê-lo melhor, o que ele pensa, ouve e sente.

Aprenda sobre o que está acontecendo na área

Conheça mais do que o básico. Seja crítico e analise os trabalhos disponíveis: eles oferecem uma ótima experiência de aprendizagem? O que você faria de diferente?

Amplie sua visão

Entenda o contexto e crie experiências influenciadas pelo passado, mas fundamentas no presente e o mais importante de tudo, abertas ao que está por vir, à um futuro que já está presente.

Tenha paixão pelas pessoas

E mais do que paixão pelas pessoas, paixão para entender como as pessoas aprendem e como os estilos de aprendizagem se fazem presentes e diferem de geração em geração.

Estude e experimente

Estude como criar experiências de aprendizagem que tenham uma sequência, considere as teorias de aprendizagem de adultos, aprendizagem experiencial e avalie o impacto para o público-alvo.

Estabeleça resultados mensuráveis

Avalie em tempo real se o seu público está compreendendo o que você quer comunicar. Estabeleça um resultado mensurável e faça mudanças se necessário.

Atualize-se sobre as tendências

Esteja atualizado sobre tendências em todos os aspectos da aprendizagem e melhoria do desempenho. Pesquise, compartilhe, participe de ações pertinentes.  Utilize este conhecimento para criar experiências de aprendizagem relevantes e atraentes.

Desenvolva habilidades de gestão de projetos

Você precisa desenvolver habilidades e ter as ferramentas necessárias para gerenciar um projeto de criação de experiência de aprendizagem. Vai precisar fazer a gestão do tempo, de tarefas, de prazos.

Tenha um método

Adote um método, uma abordagem prática, tendo foco no desenvolvimento de competências e no alcance de objetivos.

Rosani Coelho é instrutora no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “Criando Experiências de Aprendizagem”

Solicite informações: http://bit.ly/integramente_info

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Considerações sobre mudança organizacional e gestão de pessoas

Por: Paulo Villamarim

É quase um consenso entre aqueles que se dedicam à gestão de organizações, sejam elas de natureza pública ou privada, que mudar deve ser uma constante na vida dessas instituições, se elas pretendem manter-se íntegras e produzindo os benefícios sociais e econômicos para seus empregados e a sociedade.

A literatura especializada vai revelar centenas de títulos preconizando a necessidade de mudar e ensinando em que mudar: são muitas as evidências sobre o rápido desenvolvimento científico, tecnológico, gerencial, econômico e social, fazendo ampliar o contorno das organizações e quebrando a sintonia, duramente construída ao longo dos anos, entre o projeto da organização e o seu meio ambiente. São também numerosas as referências sobre mudanças de mercado, de tecnologia, de logística, de normas e padrões e de relações entre competidores, exigindo ajustes na estratégia das organizações para alinhá-la com as demandas de seus stakeholders. Entretanto, não existem muitas publicações quando se trata de responder à questão sobre como conduzir a mudança organizacional.

Devido ao fato de as mudanças envolverem pessoas, de se traduzirem num processo de atração, convencimento e conquista de mentes para um futuro desconhecido e incertamente melhor que o presente, as variações de respostas aos estímulos para a mudança organizacional são tão ricas que dificilmente se poderia generalizar e padronizar procedimentos aplicáveis às inúmeras possibilidades de respostas.

Dessa forma, torna-se imperativo compreender as forças que moldam a mudança organizacional:

  • medos;
  • fragilidades internas;
  • oportunidades e ameaças externas;
  • interesses pessoais e grupais;
  • tipos de resistências que podem emergir;
  • formatos e conteúdos das propostas de mudanças;
  • coalizões de poder;
  • necessidades e formas de comunicação envolvidas, entre outras variáveis importantes, para elaborar estratégias de mudança organizacional específicas, para as características de cada organização.

Processos de mudança organizacional bem-sucedidos precisam de alguns elementos bem resolvidos, que funcionam como impulsores de mudança:

  • clara definição dos fatores que justificam a mudança;
  • projeto de mudança racional e participativamente elaborado;
  • processo de comunicação e negociação interna e externa que informe por que, o que, para que e como as coisas serão mudadas;
  • processo de criação e reciclagem de capacidades para atender às novas demandas organizacionais, geradas pela mudança;
  • estratégia de gestão de mudança, elaborada preferencialmente de forma participativa, que oriente e articule todo o processo;
  • gestão competente do processo de mudança.

É importante também compreender outras dimensões do fenômeno de mudança, tais como:

  • construção de alianças organizacionais;
  • relações da mudança com criatividade e inovação;
  • treinamento e desenvolvimento em organizações em mudança;
  • manejo da incerteza em situações de mudança;
  • efeitos do e sobre o comprometimento nessas situações;
  • gestão de competências em contextos em mudança;
  • influências da cultura sobre o fenômeno e a avaliação de intervenções para a mudança organizacional.

A função dos gestores nunca esteve explícita para eles. Sua função é gerenciar a coerência – consistência interna – e a correspondência – consistência externa – de suas organizações, porque isso afeta sua eficiência interna e sua relevância externa, respectivamente. A existência de uma organização é uma busca permanente por coerência e correspondência, e sua história revela construção, fragmentação e reconstrução de coerências e correspondências.

Nas últimas décadas do século XX, os gestores foram surpreendidos pela fragmentação de coerência e correspondência de suas organizações, sem necessariamente compreender a gênese dessa vulnerabilidade. Na busca da sustentabilidade institucional para suas organizações, muitos gestores desenvolveram processos de mudança que, em última instância, tentavam identificar  e superar discrepância de coerência e correspondência, como parte do esforço para melhorar a eficiência e a relevância. As organizações estão diante de uma mudança de época histórica.

Uma mudança de época inclui também uma crise de percepção. Inúmeras rupturas ocorrem nos contextos históricos, materiais, sociais, culturais, políticos, tecnológicos e institucionais das sociedades, que se sentem perplexas e vulneráveis. Uma das rupturas é a ordem epistemológica. A ruptura dos sistemas de ideias vigentes gera uma crise de percepção entre os atores sociais, econômicos, políticos e institucionais, fragmentando a coerência de seus modos de interpretação da realidade e erodindo a correspondência entre seus modos de intervenção e as novas realidades de seu contexto cambiante. A humanidade está experimentando uma mudança de época desde a segunda metade do século XX. Isso muda nossas perguntas e respostas.

As mudanças globais atuais não pertencem à época do industrialismo; elas estão forjando uma época histórica nova, embora não necessariamente melhor. Como consequência, os gestores dos diversos tipos de organização estão perplexos. Eles têm dificuldade para entender as mudanças vertiginosas que transformam o contexto teórico-prático de suas organizações e para compreender as contradições e implicações dessa situação para o futuro de suas atividades. Numa mudança de época histórica, compreensão passa a ser um fator crítico escasso. Quando isso acontece, nada é mais prático do que conceitos e teorias relevantes sobre os fenômenos, processos ou aspectos da realidade que queremos compreender para transformar. Na prática, uma sociedade funciona através das organizações que cria, financia, mantém e eventualmente extingue.

Como gerenciar a mudança organizacional se, historicamente, a ciência da administração não formou gestores da mudança, senão administradores da eficiência? Sob o enfoque racionalista consolidado a partir da Revolução Industrial, a administração foi reduzida ao manejo dos meios, a partir da premissa da estabilidade do contexto. Essa visão mecânica de mundo não valoriza o tempo histórico, os contextos externos, nem a dimensão simbólica dos significados. Sob a pressão da mudança de época atual, muitos gestores enfrentam desafios que não compreendem e para os quais não foram preparados. As organizações necessitam ser relevantes, não apenas eficientes.

Mas o primeiro passo para controlar uma situação-problema é compreendê-la. A contribuição de conceitos e teorias é indispensável. Todavia, numa mudança de época, muitas teorias existentes perdem sua força explicativa, alguns conceitos se tornam completamente obsoletos e novos conceitos e teorias são construídos para explicar as realidades emergentes.

Pode-se deduzir que os gestores da época do industrialismo são racionais, enquanto os da época emergente são conceituais, contextuais, intuitivos e com grande sensibilidade humana, social, cultural, ecológica e comunicativa. Na era moderna, a organização foi concebida como “algo” objetivo e independente de nossa percepção. Essa concepção está obsoleta. Novas concepções estão emergindo para ampliar nossa compreensão de como as organizações são construídas e transformadas.

Sob o reinado da razão, a era moderna desenvolveu uma concepção racionalista e, portanto, mecanicista e reducionista da mudança. O esforço teórico, realizado sob a filosofia positivista, concebeu a mudança como um instrumento para mudar “coisas”: organograma, arquitetura organizacional, divisões internas, funções, políticas, prioridades, projetos, normas, procedimentos número de empregados, processos etc., mas não para mudar “pessoas”. Geralmente as pessoas são pressionadas para adaptar-se às mudanças realizadas na dimensão dura das organizações.

Porém, esta nova organização com qual nos deparamos hoje é concebida como um fenômeno humano, social, ecológico, simbólico e comunicativo; um sistema discreto que emerge de uma trama de relações, convergentes, divergentes e contraditórias que incluem e explicam dimensões da complexidade do processo de gestão da mudança organizacional.

Como a literatura internacional aponta, as teorias derivadas das contribuições clássicas de Adam Smith, Karl Marx, Émile Durkheim, Max Weber, Frederick Winslow Taylor, Henri Fayol e Chester Bernard estão em declinação, enquanto novas contribuições teóricas para a gestão da mudança organizacional estão em ascensão. Entre estas, estão às derivadas da teoria geral de sistemas, teorias da perspectiva interpretativo-simbólica e as chamadas teorias pós-modernas.

Para responder à questão “como mudar” é preciso revisitar as concepções de mundo, de organização e da própria mudança e também os modos de ser, pensar e atuar.

Nas últimas décadas, muito se tem falado, discutido e prescrito sobre o tema da mudança organizacional. No entanto, poucos textos preocupam-se em definir o conceito, elusivo por sua própria natureza. É elusivo pela dificuldade inerente em definir seus limites: o que não é mudança, em uma organização? Quando se pode afirmar que começa e termina um processo de mudança organizacional? Tudo o que as organizações fazem, desde sempre, para obtenção de maior eficiência, por exemplo, não se constitui em mudança? Por essas razões, muitos autores esquivam-se de apontar uma definição do fenômeno, temendo o terreno conceitual pantanoso que terão de enfrentar.

É preciso, portanto, definir o conceito de mudança organizacional.

Para Robbins (1999) mudança é definida como “atividade intencional proativa e direcionada para a obtenção das metas organizacionais”. O argumento de Robbins (1999) é de que as mudanças intencionais podem levar a organização a aprimorar a capacidade de adaptar-se ao ambiente e, também, mudar o comportamento de seus funcionários.

Wood Jr. (2000) define que mudança é “qualquer transformação de natureza estrutural, estratégica, cultural, tecnológica, humana ou de qualquer outro componente, capaz de gerar impacto em partes ou no conjunto da organização”.

Bressan (2001), a partir de pesquisa realizada com gestores cujas organizações passaram por processos de mudança radical, e comparando a percepção do fenômeno – do ponto de vista desses gestores – com os principais aspectos conceituais do fenômeno apontados pela literatura, formula um novo conceito, segundo o qual mudança é:

Qualquer modificação (planejada ou não) nos componentes organizacionais, formais e informais, mais relevantes (pessoas, estrutura, produtos, processos e cultura), que seja significativa, atinja a maioria dos membros da organização e tenha por objetivo a melhoria do desempenho organizacional em resposta às demandas internas e externas.

Bruno-Faria (2003) também propõe uma definição para mudança, na tentativa de distinguir esse fenômeno dos de inovação e criatividade.

É qualquer alteração, planejada ou não, ocorrida na organização, decorrente de fatores internos e/ou externos à organização que traz algum impacto nos resultados e/ou nas relações entre as pessoas no trabalho.

Embora seja aparente a ausência de um mesmo eixo que norteie todas as definições, observam-se também convergências em torno das seguintes dimensões da mudança:

  • Intencionalidade;
  • transformação/congruência sistêmica entre componentes;
  • relevância do impacto da mudança;
  • resposta ao ambiente;
  • temporalidade;
  • construção social da mudança;
  • resposta à demanda interna.

O desenvolvimento individual, ou das relações de trabalho, embora desejável do ponto de vista ético, não parece fazer parte do conceito. A razão para isso é a consideração à seguinte observação de Rodríguez e Arnold (1999):

Os indivíduos como tal não pertencem às organizações enquanto sistemas sociais, mas sim determinados comportamentos que [eles] devem apresentar em seus cargos na organização. É por isso que, mais do que pessoas, uma organização – empresa, sindicato, universidade, ministério, etc. – é uma estruturação de “programas”, “tarefas”, “cargos”, posições hierárquicas e “redes” definidas de comunicação de decisões. É nesse sentido que parte importante das organizações formais é indiferente às mudanças e mobilização de seu pessoal.

Feitas essas considerações, o conceito aqui proposto para mudança organizacional é:

Mudança organizacional é qualquer alteração, planejada ou não, nos componentes organizacionais – pessoas, trabalho, estrutura formal, cultura – ou nas relações entre a organização e seu ambiente, que possam ter consequências relevantes, de natureza positiva ou negativa, para a eficiência, eficácia e/ou sustentabilidade organizacional.

Além das dimensões já apontadas, outras podem também ser mencionadas, a partir das definições de tipologia já apresentadas e também por outros autores (Greenwood & Hinings, 1996; Miller & Friesen, 1984). Nesse sentido, algumas dimensões podem ser mencionadas:

  • continuidade/descontinuidade da mudança no tempo;
  • objeto da mudança: meios/fins, organização como um todo/subsistemas organizacionais;
  • agenda da mudança: isto é, mudança simultânea em todos os elementos da organização (“quantum”), e mudança gradual ou incremental (mudança de um elemento de cada vez);
  • tempo da resposta a eventos externos (antecipação/reação);
  • velocidade da mudança: devagar/rápida.

Como se pode verificar, das várias definições da mudança, e também das variáveis já mencionadas, a dimensão temporal é importante para a compreensão da mudança organizacional.

Assim, as organizações podem antecipar-se a tais eventos – através, por exemplo, de estudos prospectivos que indiquem cenários alternativos para o meio ambiente organizacional – iniciando então um processo de mudança planejada, para enfrentar esses cenários. Podem também ser surpreendidas por esses eventos externos, restando-lhes então apenas reagir a eles – se ainda houver tempo para tanto – ou sucumbir.

Quanto maior a antecipação à mudança e quanto menor o grau de transformação requerido, maiores as chances de êxito de um processo de mudança organizacional.

Mesmo em mudanças planejadas, determinar com precisão o início e o fim do processo é tarefa praticamente impossível, já que esses momentos se dissolvem no fluir constante da vida organizacional.

Alguns autores, entre os quais Nadler e co-autores (1998) apresentam o conceito de “congruência”, para explicar o que muda, em processos de mudança organizacional. Olhando para a organização como um sistema, esses autores propõem que ela inclua quatro componentes: o trabalho, as pessoasque o realizam, a estrutura formal (que organiza o trabalho das pessoas) e a organização informal (que emerge da realização do trabalho e pode apoiar a estrutura formal, em sua realização). Uma organização em equilíbrio apresenta sempre uma congruência entre esses quatro componentes, e também entre esses e a estratégia organizacional. Quando essa última se altera, em um processo de mudança, todos os quatro componentes devem ser alterados, de modo a restaurar a congruência entre eles.

Congruência é definida pelos autores como o grau em que as necessidades, demandas, objetivos ou estruturas de um componente são complementares e consistentes com as necessidades, demandas, objetivos ou estruturas de outro componente. É uma medida de “encaixe” entre pares de componentes.

Os componentes internos de uma organização não são os únicos que sofrem o processo de mudança. Outro aspecto dever ser destacado: a relação da organização com o seu ambiente. Assim, as organizações podem tentar alterar o seu ambiente, como forma de antecipação ou reação a ameaças daí originadas.

Outro aspecto importante a se considerar são as consequências da mudança para os empregados, em dois momentos: no início do processo de mudança organizacional uma vez já introduzidas essas mudanças. Em qualquer momento, esses processos geram enorme incerteza para os empregados.

A reação a essa incerteza corresponde a diversas formas de resistência a intervenções dessa natureza. Essa resistência pode estar dentro do que se estabelece implicitamente como aceitável dentro da organização ou pode ultrapassar esses limites.

Essas resistências podem ser tentativas de manutenção da própria identidade, ameaçadas pelas mudanças que acontecem dentro da organização. Tais mudanças basicamente se refletem sobre a tarefa nas redes de relações informais entre membros organizacionais e na perda de poder vinculado à ocupação de determinados postos ou ao domínio de conhecimentos ou habilidades específicas valorizadas antes da mudança.

Outra maneira pela qual a mudança organizacional afeta a vida dos membros das organizações é através do seu impacto sobre as carreiras e a maneira como essas são definidas.

Essas mudanças nas organizações criam, acima de tudo, incerteza para os trabalhadores. Essencialmente, os trabalhadores do século passado pensavam em sua relação com a organização como um vínculo estável e permanente. Suas carreiras eram concebidas como “ladeiras” a galgar, dentro de uma organização. Havia um contrato psicológico – ou um conjunto de crenças mantidas pelos empregados, sobre obrigações recíprocas entre eles e sua organização – que governava essa relação e que vem sendo “rompido” gradualmente, por essas várias intervenções.

Castells (1999) afirma que as seguintes tendências podem ser observadas na reestruturação organizacional que vem acompanhando a reestruturação social que se verifica desde finais da década de 1980:

  • organização em torno do processo, não da tarefa;
  • hierarquia horizontal;
  • gerenciamento em equipe;
  • medida do desempenho pela satisfação do cliente;
  • recompensa com base no desempenho da equipe;
  • maximização dos contatos com fornecedores e clientes;
  • informação, treinamento e “retreinamento” de funcionários em todos os níveis.

Essas são as principais características da chamada empresa horizontal, que está substituindo a burocracia vertical.

No entanto, é extremamente difícil precisar um novo tipo ideal para a organização que está emergindo. De um lado, o processo de mudança da estrutura social ainda não está completo. Por outro lado, ou por isso mesmo, verificam-se contradições entre algumas das tendências observadas.

Essas contradições, entretanto, são típicas de uma fase de transição, em que uma nova institucionalidade – conjunto de regras legais, éticas e culturais – ainda não está totalmente definida e implantada.

Para as organizações, o século XX alterou completamente a distinção entre organização e ambiente. Esse deve ser constantemente interpretado, inclusive com antecipação, para que as organizações possam adaptar-se a ele ou mesmo redefini-lo. Configura-se, assim, a presença permanente das mudanças nas organizações e no mundo contemporâneos.

Paulo Villamrim:  é instrutor no Integramente: Programa de Desenvolvimento Integrado de Consultores e Faciltadores no módulo “Bastidores da Mudança”. Mestre em Administração pela UFMG e graduado em Administração de Empresas pela FUMEC. Pós graduado em Administração Pública, pela Fundação João Pinheiro e em Economia Industrial pela INEA – Instituto de Engenharia Econômica e Administração/MG. Consultor organizacional pela UNA.

Solicite informações: http://bit.ly/integramente_info

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Como conseguir crédito de uma maneira inteligente com o seu Banco

Por Sirlene Dal Zotto

Ao longo da minha carreira no mercado financeiro, atuando como Gerente no segmento de Pessoa Jurídica, analisando diariamente empresas dos setores mais diversos, é notório que a principal preocupação dos empresários é a sua relação com bancos.

Destaco como um dos principais motivos, o foco que o empreendedor concentra nos desafios diários dentre eles a comercialização de seus produtos, desenvolvimento de mercados, acompanhamento das métricas de produção e gestão da equipe, investindo um tempo escasso no relacionamento bancário.

Para aprovar crédito, bancos inevitavelmente precisam saber como a empresa irá gerar caixa no futuro, não há informação mais importante. E nesse aspecto a percepção do banco é implacável para perceber se a empresa tem bons controles e o devido planejamento financeiro.

Para uma eficiência constante e aperfeiçoamento, é preciso monitorar o relacionamento bancário, através de uma ferramenta simples, desenvolvendo uma planilha, a qual deverá se atualizada com o objetivo de avaliar a necessidade de ações e/ou redirecionamento, mapeando:

– Bancos de relacionamento;

– Volume de linhas aprovadas;

– Prazos e garantias exigidas por cada uma dessas linhas;

– Spread e tarifas pagas

Explique a estratégia do seu negócio, os riscos (não existe negócio sem risco) demonstre claramente que você domina o seu negócio, que as variáveis econômicas impactam as suas decisões empresarias e principalmente que você tem a capacidade de fazer a gestão no ambiente econômico a que está exposto. Isso se chama autoconhecimento da empresa e gestão profissionalizada.

 Disponibilizar as informações para o banco é de sua responsabilidade e interesse, não pressuponha que o seu gerente através de uma visita e análise dos seus números, balanços, irá entender perfeitamente o seu negócio, e aqui temos um aspecto importante a considerar: o seu gerente comercial é o seu maior aliado dentro do banco, porém, funciona exatamente igual aos seus gerentes comerciais, “sempre optará por vender seus serviços pelo preço mais alto”, inerente ao cumprimento de suas metas, por isso explore a negociação.

No âmbito de explorar a negociação, fundamental destacar a importância  de  um discurso alinhado , utilize-se de uma abordagem positiva , evite passar uma percepção de desespero, descontrole , alto risco , pois o banco nessas condições recua e passa a dificultar , tendo em vista que após muita leitura, análise e conversa, o analista e seus colegas de comitê construirão mentalmente a percepção da qualidade do crédito a ser aprovado (ou não) e em quais condições.

  A abordagem mais assertiva é iniciar a negociação explanando que você tem uma oportunidade de negócios para o banco e uma situação favorável para que o gerente cumpra suas metas. A proximidade entre o banco e o cliente é fundamental para gerar o devido grau de confiança, bem como, a transparência na transmissão das informações.

Outro ponto importante é planejar corretamente o momento de tomar recursos, ter autoconhecimento das suas finanças, prever desembolsos com fornecedores, no varejo ou indústria que vende para o varejo, onde em datas específicas há maior necessidade de compra de matéria-prima, contratação de mão de obra, situações que demandam capital de giro.  É recomendado um prazo de no mínimo 060 dias para a elaboração das informações relevantes. Aqui vale a dica, estamos próximos a uma data importante (Natal).

Seja proativa, Procure ter o máximo de linhas de crédito aprovadas com o maior número de bancos possíveis, essa é a melhor forma de barganhar melhores preços. Não subestime a abordagem da concorrência, ainda que você esteja totalmente satisfeito com o seu banco. A concorrência quando quer entrar no seu negócio está disposta a fazer concessões significativas, e nestas condições você faz vantajosas contratações.

Por fim, destaco a importância do crédito, o qual sim é um processo longo e oneroso, mas evitável em qualquer economia, portanto, ser percebido pelo banco como um risco seguro, de qualidade, trará como consequência direta, aumentar o poder de negociação, linhas de crédito adequadas e juros mais baixos. Vale ressaltar também que, em situações de crise, não ter redução de linhas, encarecimento ou solicitação de mais garantias é um indicador de sucesso na estratégia de relacionamento bancário.

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O Sincronismo Organizacional

Por: Professor Paulo Rocha

Sempre me intrigou o fato de que a maioria das pessoas – estou me referindo aos alunos e gestores de empresas – gosta ou prefere iniciar uma conversa relatando, por ordem de importância, aquilo que mais lhes incomoda, suas preocupações organizacionais.

Este é um fato tão freqüente que resolvi sempre iniciar minhas palestras, aulas ou diagnósticos empresariais com um momento em que os participantes expõem, à vontade, suas dores organizacionais. Ao longo do tempo, colecionei a seguinte lista de preocupações mais evidentes: custos, sobrevivência, pessoas, produtividade, faturamento, inadimplência, clientes, processos, mercado, tecnologia, concorrência, ética, meio ambiente.

Refletindo sobre esta lista, e a amostragem a qual estou exposto, a primeira constatação é de que os incômodos são “comuns”, variando somente na intensidade e/ou na ordem de importância relativa, e muito pouco na essência, ou em função do tipo de indústria, no tamanho, origem do capital e região. Uma segunda conclusão é de que, além de comuns, essas preocupações são “clássicas”, o que significa que há muito tempo fazem parte do cotidiano das pessoas, gestores, empresas, e já integram a rotina, sendo portanto encaradas como algo normal.

A terceira constatação é de que, em busca de uma convivência harmoniosa para todos os envolvidos e tentando demonstrar que as empresas não estão paradas, para cada preocupação comum e clássica são administrados “remédios”. Como as preocupações, os remédios também são comuns e clássicos, aumentando somente a dose administrada, até a preocupação tornar-se crônica.

Uma outra característica destes remédios comuns e clássicos é que eles são inócuos entre si ou na maioria das situações agem especificamente na dor e não na doença.

Os remédios agem apenas na dor e não na doença Existem nas empresas muitos projetos em andamento sob a ótica de disciplinas e especialidades específicas, programas de redução de desperdício, concorrendo com um projeto de fidelização ou com programa de remuneração variada, qualidade total, certificações ISO, etc. No entanto, pensado isoladamente, cada esforço se justifica, por correr em raia própria, e poucos ou nenhum deles é resultado do conjunto.

Se concordarmos que é o cliente, em última instância, quem avalia a performance global da organização, e se considerarmos que a velocidade de resposta, no latu-sensu, é a sua principal unidade percebida de medida, se por ventura ele não perceber nenhuma alteração positiva, a última e principal constatação e a mais cruel de todas, é que se perdeu tempo, esforço e dinheiro, além do aumento do estresse, desconfiança e do sentimento de frustração.

Tudo isto acontece, não pela má-fé ou vontade das pessoas e sim pela falta de sincronismo das ações, gerada pela miopia gerencial decorrente do isolamento das pessoas, das quais depende o destino da organização.

O SINCRONISMO ORGANIZACIONAL © tem sido alcançado pelo alinhamento de três fatores fundamentais para o sucesso, ou seja, estratégia, processos e pessoas.

Utilizando-se o que há de mais moderno em tecnologia da informação e da gestão, e tomando-se o cuidado de respeitar as características culturais da organização, esses três componentes organizacionais podem e devem ser redesenhados de forma integrada.

Este alinhamento só é possível com a definição de poucos e relevantes indicadores comuns de gestão que representem, no seu conjunto, a visão do mercado e as necessidades do negócio. De nada adianta uma estratégia clara se os processos críticos do negócio, que justamente são críticos por sua relevância na implantação da estratégia, apontarem em outra direção. Também de nada adiantaria ter uma estratégia alinhada com os processos se as pessoas continuarem pensando e agindo da maneira convencional e histórica.

Concluindo, a definição e implantação em cascata destes indicadores têm sido a maneira com que as empresas conseguem orientar a cabeça e as ações dos gestores das diversas funções que compõem o contexto organizacional – a gestão dos relacionamentos internos e externos (clientes, fornecedores, concorrentes, ambiente) da organização. Isto é o que considero e defino como “obter o SINCRONISMO ORGANIZACIONAL ©”.

Paulo Rocha é pesquisador na área de Gestão e autor do conceito “SINCRONISMO ORGANIZACIONAL” lançado em livro e em DVD e de diversos artigos técnicos publicados em jornais e revistas especializadas.

Conheça mais do Sincronismo Organizacional em:

http://www.paulorochaassociados.com.br/index.html

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2018 será um ano do cão: Market-share ou inovação?

Por: Yoshio Kawakami

Ainda que os sinais sejam tênues, em muitos setores já se observa a possibilidade de recuperação dos negócios em 2018. Mas será o ano do cão no horóscopo chinês… Dizem os chineses que o Ano do Cão é um ano propício para mudanças de vida.

Ao longo destes anos mais difíceis, as empresas buscaram estabelecer estratégias para lidar com a crise. Muitas não tiveram outra alternativa senão proteger-se promovendo cortes de despesas e redução da sua estrutura. Outras mais capacitadas financeiramente e mais experientes em lidar com crises, decidiram defender ou até mesmo ampliar a sua participação de mercado contando com o crescimento mais rápido na retomada.

É muito bem conhecida esta estratégia dos líderes do mercado que nem sequer usam de confidencialidade, confiantes de que seus seguidores não possuem recursos para competir desta forma. Declaram que este investimento no mercado será rapidamente recuperado na retomada.

O que fazer diante desta situação? Foi o questionamento de uma empresa entre aquelas que não puderam sacrificar tanto as suas margens na relação volume/preço para manter a sua participação de mercado.

A crença básica do modelo de manutenção ou ganho de “market-share” está fundamentada no retorno do mercado “normal”, entendendo-se mesmas regras do jogo num cenário similar ao anterior. Portanto a habilidade de desconstruir o cenário anterior e reconstruir um novo cenário favorável deve ser a estratégia para quem não teve recursos para “defender ou comprar” participação.

O principal meio de provocar esta ruptura de modelo e alterar as regras do jogo está na inovação. Nem sempre se requer grandes inovações “disruptivas”. Os negócios funcionam pela consistência e a construção de vantagem competitiva está na execução. 

É a hora de renovar sua linha de produtos, de criar novos serviços, de aprimorar os processos e de investir em “novidades”. É fundamental perceber o timing da retomada e antecipar-se na preparação. Boas ideias de inovação executadas lentamente será perda de oportunidade. 

O jogo é fazer com que o domínio da participação de mercado valha menos pela descontinuidade das expectativas dos clientes oferecendo alternativas inovadoras. 

Um exemplo pode ser do mercado automotivo. Há sinais de que clientes que normalmente se enquadram entre os “early adopters” estão interessados em veículos elétricos e híbridos. Claro que não representam ainda a maioria do público, mas são em geral detentores de bons recursos e de atitudes que alteram as percepções dos outros.

Depois do aperto da crise e dos aumentos de preços dos combustíveis, além da crescente preocupação com o meio ambiente, muitos estão abertos a propostas de mudanças que antes pareciam desnecessárias.

Um supermercado poderia aproveitar os sinais globais de que jovens não querem comprar “mantimentos” para dedicar horas preciosas para transformá-los em “comida”. Um foco numa estratégia de antecipação da oferta ampla e da comunicação do “ready-to-eat” pode sensibilizar os consumidores “early adopters” para uma proposta de um estilo de vida diferente do passado recente de crise. 

Os exemplos são abundantes para quem entender que inovar é mudar as regras do jogo e anular a vantagem da retenção de “market-share” dos líderes do seu mercado. 

Esperar pela retomada não deve ser um ato passivo de aguardar pelo retorno do mesmo ambiente, mas preparar inovações para mudar o ambiente e as regras do jogo a seu favor.

O saudosismo lembra-me de algumas campanhas antigas que pregavam que “os bons tempos voltaram”, numa tentativa de reconduzir os clientes ao passado. Melhor dizer “os novos tempos voltaram” para invocar os espíritos da retomada.

Se inovar é importante para a contínua competição no mercado, neste momento de recuperação do mercado a inovação tem seu valor multiplicado pelo potencial de descontruir a estratégia que os líderes de mercado desenvolveram durante a crise.